Startups de Foodtech estão transformando o mercado de saúde e de investimentos

Da Redação

Por Da Redação

28 de setembro de 2017 às 14:15 - Atualizado há 3 anos

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*Por Kleber Teraoka, empreendedor serial e investidor do segmento de Health & Wellness. 

A aquisição bilionária da Whole Foods Market pela Amazon por quase US$ 14 bilhões despertou a imaginação de muitos analistas de mercado pelas novas oportunidades e pelos valores envolvidos. Muito além das possíveis sinergias operacionais e tecnológicas envolvidas entre as empresas, reafirma-se uma tendência global e irreversível: a preocupação do consumidor com saúde e longevidade e a busca por um estilo de vida que implica na demanda cada vez mais crescente por alimentos saudáveis.

De acordo com a Organic Trade Association (OTA), em 2016 os americanos consumiram US$ 45 bilhões somente em produtos orgânicos. No Brasil, os números do segmento saudável ainda não são significativos se comparados ao mercado americano. No entanto, a última pesquisa realizada em 2017 pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) revelou que o consumidor brasileiro é o mais exigente do mundo quando se trata de produtos saudáveis. De olho neste mercado que cresce à taxa de 25% ao ano, inúmeros empreendedores estão lançando novos produtos orgânicos, alergênicos, funcionais, fazendo uso de embalagens inovadoras, plataformas dedicadas de delivery e movimentando um mercado ávido por informações e novidades.

As grandes corporações também já se atentaram para este movimento de inovação. Um caso emblemático é o da Jasmine Alimentos, empresa de produtos saudáveis do grupo francês Nutrition & Santé, com sede em Curitiba. Em parceria com a empresa de investimentos Corporate Garage, a empresa criou o programa Jasmine Open Table, onde está acelerando 9 startups deste segmento. “São startups que desenvolvem produtos e soluções inovadoras para consumo, acesso e educação dentro do segmento de alimentação saudável. A busca pela saúde e longevidade está forçando o setor de alimentação a passar por uma revolução e esta é uma tendência irreversível à medida que a renda média da população aumenta e o acesso à informação se democratiza, afirma o CEO da Jasmine, Jean-Baptiste Cordon“.

O futuro da saúde está na personalização

A Amazon foi pioneira em utilizar algoritmos preditivos para sugerir produtos personalizados para o seu consumidor. Não é segredo o seu desejo de avançar cada vez mais nesta tecnologia, com aplicações não só no varejo, mas também no mercado farmacêutico e de saúde. “Em um mundo em que as pessoas monitoram seus sinais vitais através de gadgets e conseguem analisar o próprio código genético por um serviço na nuvem, não está distante o momento em que a nossa alimentação será personalizada e recomendada de acordo com nosso DNA, microbioma e hábitos de vida”, afirma a investidora e bióloga Taila Lemos, da Corporate Garage.

A aquisição da Whole Foods pela Amazon quebrou um padrão de investimento food+food, e criou um novo padrão food+tech, abrindo uma janela de grandes oportunidades. Será este o começo da revolução no mercado de saúde e bem-estar? Qual será a próxima fusão? Eu apostaria na união pharma+food. E você?

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