Startup treina estudantes africanos em programação (e os emprega em gigantes)

Até hoje, a startup já recebeu cerca de 16 mil aplicações

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Por Júlia Miozzo

26 de junho de 2015 às 09:20 - Atualizado há 5 anos

SÃO PAULO – Um local desvalorizado e pouco explorado, a África não possui muitas oportunidades, principalmente quando se trata de tecnologia. Foi neste contexto que Jeremy Johnson criou a startup Andela, um programa que seleciona os melhores estudantes e programadores na África, os treina e oferece empregos em empresas como a Microsoft.

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Em entrevista ao Business Insider, Johnson disse: “Estamos combinando uma improvável fonte de talento com um novo modelo de educação. Estamos aumentando a atenção do consumidor de empresas e ninguém dispensa nossos parceiros. Isso é algo atípico”.

Um dos programas mais seletivos de treinamento na África, o processo de seleção conta com uma série de testes de aptidão e, posteriormente, um programa de treinamento de seis meses. Apenas pessoas maiores de 18 anos podem aplicar.

Os estudantes são pagos para aprender e recebem um salário que os coloca nos 5% que mais ganham na Nigéria. Ao mesmo tempo, sai mais barato para empresas contratar os estudantes do que outro candidato. Conforme melhoram suas habilidades, o salário aumenta e, quando se formam, a Andela ajuda a criarem sua própria empresa ou os realoca em grandes corporações.

Até hoje, a startup já recebeu cerca de 16 mil aplicações. Como mentores, contratam os melhores desenvolvedores do mundo, que já passaram por empresas como o Google. “Desde que encontramos empresas geniais de software que vão contratar nossos estudantes, não queremos aceitar ninguém que não se encaixe no padrão”, disse Johnson. “Existe essa ideia de que as pessoas na África não têm acesso à internet e isso não é verdade. A maior parte dos jovens na Nigéria possuem smartphones e existe uma ampla conectividade de mídias sociais”.

Uma rodada de financiamento comandada pela venture capital Spark Capital, LearnCapital e Omidyar Network. O plano de Johnson é de, durante a próxima década, treinar mais de 100 mil desenvolvedores na África – mas também pretende mandar os estudantes para outros países.

“Queremos aumentar a capacidade e expandir para outras áreas”, disse. “Temos uma lista de cinco a dez países que estamos explorando”.