Startup Trashin transforma cadeia de gestão do lixo em produtos sustentáveis

João Ortega

Por João Ortega

31 de julho de 2019 às 08:49 - Atualizado há 1 ano

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A Trashin, fundada em 2018, nasceu de uma ideia que surgiu seis anos antes em um hackathon​ internacional – o ​Webdesign International Festival, ocorrido em Limoges, na França. Alguns dos sócios atuais foram selecionados entre os 15 finalistas globais, com a intenção de utilizar “lixo” como moeda de troca para aquisição de produtos sustentáveis.

A ideia, apesar de reconhecida internacionalmente, foi colocada em prática apenas em 2018, quando os sócios atuais resolveram unir forças e abraçar o desafio de revolucionar a gestão de resíduos através de um novo modelo de negócio.

“O mercado de gestão de resíduos é extremamente complexo e não seria apenas com duas ou três pessoas bem intencionadas que conseguiríamos encontrar uma solução viável e realmente factível”, explica Sérgio, que é o CEO da Trashin. “Foi por isso que nos dedicamos a formar uma equipe extremamente capacitada, complementar, experiente em suas áreas de atuação e capaz de assumir os desafios e encontrar soluções em todas as pontas do negócio.”

O aumento da capacidade produtiva e do poder de consumo, a falta de informação, a desvalorização dos resíduos e das pessoas que trabalham na cadeia da reciclagem, os problemas e custos logísticos, entre outros tantos fatores, acabam gerando um cenário caótico em muitos locais do mundo. É o caso do Brasil. No país, apenas 3% do total de resíduos com potencial de reciclagem são reaproveitados, o que gera um desperdício estimado de mais de R$ 8 bilhões por ano.

Cash from Trash

​Mais que um slogan, para os fundadores da Trashin o “Cash from Trash” é a solução que encontraram para mudar de vez o modo como o lixo é encarado. Isso é feito através de tecnologia, gestão e reforço positivo de comportamentos sustentáveis. Transformar lixo em dinheiro é um processo inclusivo, onde todos ganham.

Atualmente, a Trashin realiza uma gestão de resíduos 360°, desde a coleta até o destino final, utilizando tecnologia para dar escala, segurança e confiabilidade ao rastreamento dos resíduos.  A startup realiza a conexão entre geradores de resíduos, cooperativas de reciclagem e a indústria de beneficiamento e transformação. As informações de todo o processo são armazenadas e analisadas para melhor comercialização e aproveitamento do material. Dessa forma, conseguem gerar valor e recompensar a todos os envolvidos, inclusive os próprios geradores de resíduos.

“Nós conseguimos reduzir o custo logístico e operacional, gerar impacto social e ambiental extremamente positivo, criar um modelo replicável e adaptável a diferentes realidades, remunerar todos os envolvidos e ainda ter um negócio rentável em um mercado muito pouco explorado. Esses são nossos principais diferenciais que nos fizeram crescer tão rapidamente.”, diz Renan, CSO da Trashin.

Crescimento e expansão

A Trashin foi eleita, em abril de 2019, a 2ª startup mais inovadora do estado do Rio Grande do Sul pelo Innovation Award – maior prêmio de inovação do estado – e ultrapassou a marca de 40.000 pessoas atendidas. Hoje, ela gera renda para mais de 100 famílias nas cooperativas de triagem parceiras e aproveita mais de 80% dos resíduos coletados.

Em menos de um ano de atuação, a startup foi incubada no Instituto Federal do RS e no Feevale Techpark, ficou entre as 15 Startups de Impacto Socioambiental do InovAtiva Brasil (maior programa de aceleração do país) e foi acelerada pela Ventiur Aceleradora. Agora, a Trashin busca alçar novos voos e expandir suas operações para outros estados, a fim de ampliar sua base de clientes e conectar ainda mais parceiros para comercialização e valorização de resíduos.

Para isso, a startup está com uma nova rodada de investimento aberta, através da CapTable – plataforma de investimentos em startups da StartSe – com possibilidade de investimentos em cotas a partir de R$ 1.000,00.

Acesse aqui a rodada de investimento aberta.

“Através desse novo investimento, ampliaremos nossa operação para outras cidades e estados, onde já há clientes demandando nossos serviços e, além disso, investiremos em novas soluções para agregar muito mais valor aos resíduos, seja através de beneficiamento ou de estrutura logística e operacional”, explica Renan. Sérgio Finger acredita que esse novo aporte colocará a empresa entre as três maiores empresas de gestão de resíduos do país em menos de dois anos e tornará o modelo de negócio uma referência na América Latina.