Como a Rappi está se tornando um super aplicativo

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

22 de Maio de 2019 às 20:23 - Atualizado há 1 ano

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Você certamente já ouviu falar da Rappi. A startup foi criada na Colômbia em 2015 com o objetivo de ser um “super aplicativo”, app que reúne diversas funcionalidades em um só lugar. Para isso, oferece entregas de supermercados, lojas, farmácias, serviços de beleza e até mesmo uma categoria onde é possível comprar qualquer produto de qualquer lugar — basta acessar o app e preencher as informações de local e descrição do item.

Segundo Rogério Pagliari, líder do Rappi Pay no Brasil, a startup acompanha toda a jornada do usuário — seja no início do dia, ao pegar um patinete pelo app para trabalhar, ou no final do expediente, ao pedir uma cerveja no encontro com os amigos. “Essa é a fortaleza da Rappi”, ressaltou Pagliari durante a Fintech Conference, promovida pela StartSe.

Tudo isso foi possível graças à uma cultura inovadora. “Sempre pensamos em como estamos fazendo para melhorar a vida das pessoas. Além disso, se temos uma ideia, colocamos um piloto para rodar em duas semanas e entendemos o que pode melhorar e se devemos seguir ou não. Não temos medo de errar”, ressaltou Pagliari.

Foi assim que a empresa lançou, em 2018, o RappiPay, sistema de pagamentos que funciona como uma e-wallet. Com ele, os usuários podem fazer transferências entre si, realizar pagamentos de pedidos e até mesmo efetuar saques usando o sistema de delivery do aplicativo. Pouco tempo depois, o recurso chegou aos estabelecimentos físicos. Para usá-lo, é preciso escanear um QR Code do local, inserir o valor da compra e efetuar a transferência.

Com a novidade, a Rappi entrou para o mercado de fintechs. Segundo Pagliari, assim como o RappiPay, outras soluções estão surgindo. O desafio é fazer com que elas permaneçam no ecossistema. “O usuário está esperando por algo diferente”, ressaltou. Para atrair e envolver o consumidor, a Rappi imagina para o futuro uma experiência de compra ainda mais facilitada.

“Você chega com o celular, abre o RappiPay e passa direto no leitor do caixa, fazendo o pagamento. Não precisa de cartão nem senha. Para nós, esse é o cenário perfeito — facilitar a vida do usuário para uma experiência completa”, explicou Rogério. Uma solução como essa já está sendo testada pela Rappi no supermercado St. Marche, em São Paulo.

Para Pagliari, quem “vencerá essa guerra” é justamente a empresa que souber identificar as dores de seus clientes e solucioná-las de forma realmente inovadora. Segundo o executivo, os próximos passos da startup – seja no mercado financeiro ou em outros serviços — serão ditados, justamente, pelo seu público. “Interagimos com os nossos usuários, escutamos e absorvamos o que eles têm para dizer”, disse.

Foto: Eduardo Viana