Startup oferece recarga gratuita em estabelecimentos

Avatar

Por Júlia Miozzo

12 de agosto de 2015 às 09:46 - Atualizado há 5 anos

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora
Logo Black Friday 2020

Nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

SÃO PAULO – Quem nunca passou pelo desespero de ficar sem bateria no celular em algum momento ou lugar em que ele era necessário? Foi depois que passou pelo mesmo problema que André La Motta pensou em uma solução que se tornou a sua empresa, a BR Charge.

A startup, fundada em 2013, aposta em equipamentos de recarga de celulares em shoppings, hospitais e até aeroportos de uma forma segura. São estações de recarga que possuem diversas gavetas individuais, onde os celulares são inseridos para recarga gratuita. Para utiliza-la, basta o usuário ter um cartão de débito ou crédito com tarja magnética, que será usado como chave – evitando a perda ou esquecimento de senha. Não existe um período de tempo específico para cada celular, o usuário pode deixar carregando o quanto for necessário.

Quem desenvolve a máquina é a norte-americana BrightBox, que já possui atuações na Europa e Estados Unidos. No Brasil, entretanto, a representação é exclusiva da BR Charge. “Somos um modelo adaptado do negócio da BrightBox, temos nossas diferenças”, disse André, que hoje ocupa o cargo de CEO da BR Charge.

Todas as torres de carregamento seguem o PCI Compliance, conjunto de normas internacionais que rege os parâmetros de como os dados dos usuários devem ser gerenciados, seguido também pela Cielo e Rede, operadoras de cartão. “Temos acesso apenas aos 4 últimos dígitos do cartão e o nome como consta no cartão, isso anula qualquer risco de fraude”, explicou André. “Se essas informações não vierem acompanhadas de senha ou código de segurança, não são válidas para nada”.

André ressaltou que as estações não são apenas meios de recarga de celular, mas também um meio de mídia. Patrocinadores e anunciantes podem anunciar nas máquinas. Para os shoppings, por exemplo, o valor é abaixo do cobrado pela mídia normalmente utilizada. É possível alugar a estação para ter em seu estabelecimento ou patrocina-la em eventos, como já fez a Vivo e a Nextel.

BR Charge 1

As máquinas já estão em operação nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A prioridade, por enquanto, é estabelecerem-se solidamente nos Estados brasileiros. Para 2015, a meta de lucro é R$ 1,2 milhão e de criar parcerias com grandes empresas, agências de publicidade e marcar que vejam como fazer mídia. “Queremos oferecer uma experiência para o usuário, que pode carregar seu celular enquanto passeia pelo shopping. É uma maneira de fidelizar o cliente, oferecendo o que ele deseja”, explicou André.

Além disso, a oferta de produtos não deve ficar restrita às estações de recarga: existe a vontade de passar a atender o mercado de “recarga não segura” e aumentar a interatividade das estações, trazendo outras formas de mídia. A startup já recebeu um aporte de R$ 1 milhão, mas, no momento, não está em busca de outros investimentos.