Finless Food quer transformar o mercado com peixes feitos em laboratório

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

19 de junho de 2019 às 17:29 - Atualizado há 2 anos

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A startup Finless Food, fundada em 2017 por Michael Selden e Brian Wyrwas, tem um objetivo inovador: desenvolver carnes de peixes em laboratório. Com a produção de frutos do mar a partir de células, a empresa busca ajudar o meio ambiente, que sofre com escassez de recursos naturais, além de servir um alimento de qualidade, sem poluentes ou metais pesados. “Podemos baixar o custo ambiental e monetário associado ao transporte desses produtos em distâncias mais longas”, explica Wyrwas, que participou nesta quarta-feira da Agrotech Conference, da StartSe.

A startup desenvolve os peixes in vitro, em um processo em que as células são manipuladas e alimentadas com sais, açúcares e proteínas. O resultado é uma pasta de peixe, que também pode ser transformada em filés. Segundo Wyrwas, a ideia surgiu a partir da leitura de um artigo chamado “The Blood Harvest“, sobre um experimento em que pesquisadores substituíram o sangue de caranguejos usados em testes de farmacêuticas por uma substância sintética.

A partir disso, os empreendedores resolveram fazer o mesmo, mas com peixes. Com o método, a startup pretende quadruplicar a quantidade de proteína produzida hoje. O objetivo é desenvolver alimentos como sushis, sashimis e outros pratos já conhecidos pelos consumidores. “Conseguimos produzir atum azul de alta qualidade comparado com os melhores produtores do mundo”, disse Wyrwas.

Em junho de 2018, a Finless Food, acelerada pela IndieBio, recebeu um investimento de US$ 3,5 milhões em uma rodada liderada pela Draper Associates. O aporte já está sendo usado para alcançar algumas metas: estar no mercado até o final de 2020 e ter sashimis prontos em 2022. A startup planeja enviar os produtos para restaurantes, distribuidores e consumidores finais.

A empresa também pretende desenvolver espécies de peixes mais caras à preços acessíveis. “Cada vez mais pessoas estão entrando nessa área, como cientistas, empreendedores e investidores. O que queremos fazer é transformar a indústria”, ressaltou Wyrwas.