Startup usa economia compartilhada para democratizar a saúde no Brasil

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

23 de janeiro de 2018 às 10:21 - Atualizado há 3 anos

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O empreendedor Felipe Burattini morava na Alemanha quando percebeu uma tendência forte no país: a economia compartilhada. Hoje, existem serviços de economia compartilhada em car sharing, imobiliária, entre outros. Burattini então começou a pensar em como usar esse conceito – que elimina intermediários e promove o acesso, não a posse de um produto – na saúde do Brasil.

Foi assim que o empreendedor criou o Dandelin. Fruto de economia compartilhada, a startup conecta pacientes e médicos. Na plataforma, pacientes podem agendar consultas e exames com médicos da rede e não pagam o preço da consulta, mas uma mensalidade variável. O objetivo da startup possui cunho social: é o de democratizar o acesso a saúde no Brasil.

A mensalidade é definida a cada mês de acordo com o número de usuários e o quanto usaram os serviços. Quanto mais usuários usando a plataforma, mais os custos são divididos. O valor das consultas feitas a partir do Dandelin são divididos entre todos os usuários, mas o valor nunca ultrapassará de 100 reais. Esse foi o valor máximo que a startup estabeleceu.

Mas se R$ 100 for um valor alto para ser pago por mês, o usuário poderá estabelecer um valor limite de mensalidade que, quando o valor estiver se aproximando, ele congela. Mas, ao congelar o valor, o paciente não poderá mais agendar consultas e exames, até iniciar a próxima mensalidade. O lucro da Dandelin é uma porcentagem da mensalidade paga pelos usuários.

“O Dandelin não é um produto, mas é um movimento que quer fechar esse gap de saúde absurdo no país. É um movimento que quer acabar com a disparidade de expectativa de vida”, afirma Felipe Burattini.

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Os médicos na Dandelin

Para os médicos, não há nenhum custo em usar o Dandelin. Pelo contrário: ao contrário de como acontece nos seguros e planos de saúde, os profissionais ganham o valor integral da consulta. Essa prática resolve um problema que Felipe Burattini chamou de “consultas a jato”, com a divisão do lucro com as seguradoras e planos de saúde, “para um médico manter a clínica dele e ainda conseguir ter algum lucro, ele tem que atender uma média de 7 pacientes por hora, e isso é ruim pela percepção que o paciente tem da qualidade do médico. Começa a ter uma reclamação muito grande que o médico nem os examinou”, comenta.

“Eu comecei a analisar que a relação de saúde hoje, no Brasil, virou um tripé. Tem o paciente, tem a parte que está intermediando tudo, que são as seguradoras, e os médicos. (…) A única parte satisfeita nessa relação são os seguros em si”, afirmou o fundador da startup.

No Dandelin, os médicos possuem uma dashboard para administrarem prontuários – o que facilita quando alguns pacientes buscam ouvir uma segunda opinião de outro médico, por exemplo (desde que o outro também esteja no Dandelin). Além disso, na plataforma também terão agendamento de consultas e controle financeiro. Os pacientes também terão acesso a um demonstrativo financeiro para entender o custo mensal de cada membro da comunidade.

MVP

Os serviços da plataforma estarão disponíveis para todo o público no começo de março, mas já é possível realizar um pré-cadastro na plataforma. No começo, a startup focará o serviço na cidade de São Paulo, mas pretende lançar, a cada mês, a plataforma em um novo estado. “A ideia é atuar no Brasil inteiro e globalmente”, comentou Burattini.

O lançamento em outros estados ocorrerá de acordo com a oferta de médicos – assim que tiver um número de médicos cadastrados para atender todos os usuários registrados da região, a Dandelin começará a atuar.

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