Startup de lavanderia por assinatura recebe R$6,4 mi

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Por Paula Zogbi

6 de outubro de 2015 às 11:16 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Startup de lavanderia por assinatura, pioneira no Brasil, a empresa aLavadeira.com agora pretende contratar 400 pessoas e expandir a estrutura em 20 vezes nos próximos três anos. O impulso vem depois de um investimento de R$6,4 milhões pelos fundos Cventures Primus e CRP Empreendedor.

A ideia da companhia, pensada em 2012 pelo administrador Humberto de Andrade Soares e pelo engenheiro eletricista Gilson Gonçalves, não é de todo nova. Você pode, atualmente, pagar uma mensalidade para assistir a séries e filmes com o Netflix – só 29% dos internautas brasileiros não assiste conteúdo por streaming, segundo uma pesquisa recente – receber vinhos e cervejas selecionados em casa com empresas como a Wine e o CluBeer ou escutar música pelo Spotify, por exemplo. Para a Cventures, fundo com sede em Florianópolis que investiu na startup, esse formato é uma preferência atualmente. “O modelo de assinatura é atrativo para a empresa porque gera receita recorrente”, afirma Luiz Gustavo Amorim, analista de investimentos da companhia.

Nesta empresa, a lógica é a mesma: o cliente escolhe entre três planos padronizados (15 kg, 50 kg e 10 camisas por mês), ou pode criar, no site, um plano customizado de acordo com a sua demanda. As roupas são retiradas e entregues em casa: um funcionário visita a sua casa uma vez por semana para realizar a troca de roupas sujas por limpas. Por enquanto, o serviço está disponível apenas na grande São Paulo mas, segundo os fundadores, em “poucos meses” se expandirá para as principais regiões metropolitanas do país.

Todas as peças podem ser monitoradas através do site e de e-mails enviados pela companhia, o que é seu maior diferencial em relação a outros serviços de lavanderia por delivery. Dessa forma, “conseguimos mensurar a eficiência dos processos, a qualidade do serviço em cada peça e a produtividade de nossos colaboradores”, afirma Humberto de Andrade Soares, um dos fundadores. “É uma indústria com séculos de história e que não havia visto uma inovação disruptiva em décadas”, acrescenta.

Com pagamento mensal por cartão de crédito ou boleto, o serviço possui um sistema de créditos: se o cliente precisar lavar mais roupas do que a quantidade permitida dentro do plano contratado, a cobrança é realizada proporcionalmente. O caminho inverso também ocorre: caso não seja usada toda a cota de um mês, o restante fica como crédito para o seguinte. Alguns tipos de peças, mais delicadas, são cobradas individualmente.

Os co-fundadores também afirmam que o serviço vale a pena para o bolso “cobramos, para cuidar a maior parte das peças, menos de um terço do que as lavanderias tradicionais cobram; cerca de 70% a menos para peças do dia-a-dia”, disseram.

Outras formas de lavar roupas
Para quem gostou da ideia de lavar roupas usando a tecnologia, o Infomoney separou outras empresas com conceito parecido:

A Limelocker, organizada por meio de um aplicativo para iOS e Android, SMS ou e-mail, funciona com um sistema de armários dentro de prédios comerciais. O cliente deixa as roupas em um dos armários e busca dois dias úteis depois. A cobrança é feita por peças de roupa.

Já o serviço da Elave é totalmente eletrônico e também funciona com retirada e entrega em casa. É possível fazer agendamentos e assinar um plano mensal pré-pago, ou contratar retiradas pontuais.