Startup de diamantes recebe dinheiro de 10 bilionários e Leonardo DiCaprio

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Por Paula Zogbi

12 de novembro de 2015 às 10:56 - Atualizado há 5 anos

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Criada por Martin Roscheisen, fundador da Nanosolar, a ambição da startup Diamond Foundry é produzir diamantes “reais” em laboratório. A diferença do produto dessa empresa para os diamantes sintéticos conhecidos é que eles seriam feitos usando o substrato de uma prata de diamante natural, retirado de uma mina.

A companhia passou dois anos entre experiências frustrantes com reatores fabricantes de diamantes, de acordo com o Business Insider, mas agora a equipe de Roscheisen disse que finalmente descobriu o código e será capaz de produzir centenas de diamantes em apenas duas semanas. Isso chamou a atenção de bilionários e membros de alto escalão do Vale do Silício. Ah, do ator Leonardo DiCaprio também.

Desde a participação no filme Diamante de Sangue, DiCaprio tem participado de campanhas no ativismo contra a indústria cruel de mineração de diamantes. A prática sofre críticas por exploração infantil e impacto ambiental.

Também participaram de três rodadas de financiamento da companhia o fundador do Twitter Evan Williams; o do Zynga Mark Pincus; o co-fundador do One Kings Lane Alison Pincus; Andreas Bechtolsheim, fundador da SUN Microsystems; o co-fundador do Facebook Andrew McCollum, entre muitos outros. Até agora, a companhia diz que já arrecadou US$100 milhões. A campanha começou na quarta-feira de manhã.

Para a fabricação dos produtos propriamente ditos, a startup tem parcerias com aproximadamente 200 designers de joias, que evitam com isso dar uma parte do dinheiro a grandes marcas como a Tiffany’s: eles vendem tudo online.

Isso não significa que compram o diamante mais barato: os diamantes sintéticos custam cerca de 30% menos do que os naturais, mas o produto da Diamond Foundry custará o mesmo do que o produto de mineração, ou até mais. E, segundo a companhia, há razões.

A fabricação

Segundo a companhia, seus reatores a aproximadamente 4.500 graus celsius não estão fabricando um produto sintético, mas sim cultuando diamantes reais, com as mesmas imperfeições que se encontra no raro produto. De acordo com um dos investidores, é como cultivar uma planta, onde um pequeno pedaço de diamante natural serve como “semente”.

De acordo com a companhia, a descoberta revolucionária foi um plasma que permite que muitos átomos “grudem” no pequeno pedaço original de diamante, formando um novo, camada por camada. Dessa forma, centenas de diamantes podem ser formados em algumas semanas.

O valor e a preocupação social

A questão que vem à cabeça é: se tantos diamantes podem ser fabricados em tão pouco tempo, eles não deixam de ser raros? Segundo a empresa, não. E o argumento é simples: a indústria de diamantes é tão grande (aproximadamente US$30 bilhões), que a produção de centenas deles em laboratórios não teria tanto impacto significativo.

Outro ponto positivo para a Diamond Foundry é o impacto social: os clientes, segundo eles, não precisam se preocupar com trabalho escravo ou com impactos negativos na natureza. “Nossos diamantes são eticamente e moralmente puros”, diz a empresa.