Startup cria e-commerce por assinatura para cosméticos veganos

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Por Juliana Américo

27 de abril de 2015 às 09:52 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Os cosméticos e produtos de beleza contêm diversos produtos sintéticos que podem fazer mal a saúde e, na maioria das vezes, são testados em animais antes de irem para as prateleiras das lojas.

Estima-se que mais de 100 milhões de animais sofrem e morrem em experimentos de laboratório todos os anos no mundo. Foi pensando nisso, que foi criada a VeggieBox, um e-commerce por assinatura para cosméticos veganos.

Samyra Cunha, uma das fundadoras da empresa, sentia dificuldade em encontrar produtos que não afetasse os animais. “No Brasil existem muitas marcas veganas que são pouco ou nada conhecidas”, explica. “Queremos ajudar na descoberta desses produtos através do serviço de e-commerce que garante conforto e comodidade para os consumidores”.

Funciona assim: o cliente pode escolher entre um plano mensal (R$ 89,90) ou trimestral (239,99) e recebe de quatro a sete produtos variados entre maquiagens, produtos de beleza, saúde e bem-estar.

A empresa trabalha somente com parceiros e fornecedores que tenham sua idoneidade comprovada através das certificações cruelty free, Ecocert, IBD, entre outras, que garantem que os produtos não possuem ingredientes de origem animal e não foram testados em animais. Já são 30 parceiros exclusivos e 100 fornecedores nacionais, mas os fundadores estão pensando em começar a importar algumas marcas.

Criada em fevereiro desde ano, a VeggieBox começou graças a um financiamento coletivo, onde conseguiu arrecadar R$ 18 mil – 27% a mais do que a meta inicial. A startup já possui 300 assinantes em todo o Brasil, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e já está de olho no público masculino, sendo que contam com uma lista com cerca de 40 consumidores em potencial.

Os fundadores acreditam que este é um mercado que só deve crescer nos próximos anos, sendo que um bom exemplo é o sucesso da rede de produtos naturais Mundo Verde. Eles já pensam até em exportar o produto; a Argentina, por exemplo, é o segundo país da América Latina, depois do Brasil, a consumir cosméticos veganos.