SpaceLife, startup de reprodução humana no espaço, anuncia pausa

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

3 de julho de 2019 às 17:15 - Atualizado há 1 ano

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Em outubro de 2018, uma startup chamou atenção do mundo com uma proposta inusitada: alcançar a reprodução humana no espaço. Com a iniciativa, a SpaceLife Origin, criada por Kees Mulder, tinha o objetivo de garantir futuras gerações para além da Terra. “Se a humanidade quer se tornar uma espécie multi-planetária, também precisamos aprender a reproduzir no espaço”, disse o empreendedor no lançamento da empresa.

Porém, em junho, a startup anunciou que seria colocada em pausa. Kees Mulder afirmou que “questões éticas, de segurança e médicas” sérias relacionadas às missões propostas fizeram com que ele recuasse e reavaliasse a ideia. O empreendedor ainda afirmou que o prazo e o modelo de negócios da empresa não são realistas.

Por fim, disse que rompeu sua relação com Egbert Edelbroek, sócio e co-fundador da startup, e que em breve retornará com novidades. “Anunciarei meus novos planos relacionados ao espaço e a nova estrutura da empresa no terceiro trimestre de 2019”, ressaltou.

Entenda o projeto de Mulder

A ideia do empreendedor envolvia três missões. A primeira delas, chamada Mission Ark e programada para 2020, enviaria espermatozoides e óvulos para a órbita terrestre baixa dentro de pequenos satélites para provar que eles poderiam ser preservados no espaço. Os clientes teriam acesso ao rastreamento em tempo real e filmagens para acompanhar suas “células de sementes de vida em órbita”. Para isso, pagariam entre US$30 mil e US$1250 mil.

A Mission Lotus, segunda missão programada para 2021, conceberia uma criança no espaço enviando as células reprodutivas em uma “incubadora de embriões espaciais”. Depois de quatro dias, eles retornariam à Terra para serem implantados em suas mães para o nascimento. As clientes pagariam entre US$250 mil e US$ 5 milhões para fazer parte disso.

Por fim, a Missions Cradle, para 2024, realizaria um parto no espaço pela primeira vez na história. Durante uma missão de 24 a 36 horas, uma mulher daria à luz acompanhada por uma equipe médica treinada e de classe mundial. Segundo a startup, um processo cuidadosamente preparado e monitorado reduziria todos os riscos possíveis, semelhantes aos padrões ocidentais existentes na Terra para mãe e filho. Os preços dessa missão não foram divulgados.

A SpaceLife Origin tinha uma justificativa para o polêmico projeto. Segundo a startup, grandes agências e empresas espaciais já estão investindo bilhões de dólares em turismo espacial e outras iniciativas para colonizar outros planetas. Assim, a  SpaceLife Origin tornaria os esforços de colonização sustentáveis, pesquisando e executando as condições para a reprodução humana no espaço.