Startups de softwares e serviços para gigantes do mercado financeiro são tendência global

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Por Guilherme Horn

25 de setembro de 2017 às 16:06 - Atualizado há 3 anos

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Uma das novas tendências para o mercado de capitais global é o surgimento de startups que oferecem softwares e serviços para bancos de investimentos, gestores de recursos e distribuidores de investimentos. A finalidade dos sistemas oferecidos por estas empresas é automatizar processos e digitalizar negócios, tendo como consequência um maior acesso ao mercado de capitais.

A CB Insights divulgou uma pesquisa sobre o assunto em junho, na qual foram identificadas quase 150 startups neste segmento. Elas foram divididas em três grandes grupos: front-office, middle-office e back-office.

Front-Office

O front-office abrange todas as interações com os clientes, sejam investidores, gestores de recursos, operadores ou analistas de mercado. Em termo de sistemas, isso inclui plataformas que fornecem acesso ao mercado primário e secundário, pregões alternativos e sistemas de trading.

A área de front-office divide-se em:

Plataforma de Negociação ou Pregão Eletrônico: essas empresas oferecem plataformas de negociação ou pregões alternativos para investidores institucionais operarem os mais variados ativos – como ações, derivativos, renda fixa, ETFs e moedas. Entre as citadas pela CB Insights está a startup IEX, plataforma de negociação de ações apoiada por um grupo de investidores do buy-side, incluindo hedge funds, family offices, que oferece um ambiente de negociação exclusivo fora dos holofotes das grandes bolsas de valores.

Gestão de portfólio: essa extensa subcategoria oferece sistemas que dão apoio aos gestores e operadores com ferramentas que automatizam, digitalizam e centralizam os workflows de gestão de portfólio. A Opera Solutions é um exemplo, fornecendo recomendações de investimento através algoritmos de Machine Learning, para acompanhar de forma contínua o desempenho de seus portfólios.

TI para Hedge Funds: as empresas que estão nessa categoria fornecem produtos especializados para hedge funds  com foco em  negociações de alta frequência e/ou  algoritmos. O Clearpool Group é um exemplo de sistema que foca no rastreamento da execução da ordem, mapeando os diferentes spreads dos agentes, para que as decisões de investimento possam ser continuamente melhoradas.

 

Middle-Office

Essa categoria abrange as funções de suporte ao front-office, incluindo plataformas de gestão de risco, relatórios de mercado e dados analíticos.

Fontes e Feeds Alternativos: as empresas nesse segmento fornecem aos seus clientes base de dados “não-convencionais” com o objetivo de complementar ou substituir os atuais provedores de dados. Destacam-se iniciativas que focam na análise de comportamento de cliente,  como a Earnix, e na análise de sentimento, como o iSentium.

Business Intelligence: essa subcategoria inclui startups que fornecem ferramentas para investidores e consultores poderem tomar decisões de estratégia de investimentos através de um reporting mais eficaz. A Addepar, por exemplo, tem um produto que fornece uma visão gerencial agregada e clara da carteira de um cliente a partir de fontes e sistemas distintos, focada nos Financial Advisors (o equivalente aos nossos Agentes Autônomos de Investimento).

Dados de Mercado: empresas nesse setor visam a coletar base de dados ou informações brutas e sem tratamento para posteriormente disponibilizar esses dados de mercado para investidores. Uma delas é a AlphaSense, que coleta taxas de câmbio, inflação e entre outras.

 

Back-Office

Back-office é uma categoria que abrange principalmente funções administrativas e inclui compensação, liquidação, custódia, fiduciário, riscos operacionais e controles internos. As startups que atuam nessa área ajudam as instituições a lidar com normas regulatórias, mitigações de riscos e operações em geral.

Prevenção a Lavagem de Dinheiro (PLD) e Conheça seu Cliente (KYC): aqui se encontram empresas que lidam diretamente com a prevenção à lavagem de dinheiro, que evitam que bancos sejam usados para atividades ilícitas. Já as ferramentas de KYC ajudam a verificar a identidade do cliente e conduzir um monitoramento contínuo. Alguns exemplos são a Digital Reasoning Systems e a Fenergo.

Gestão da Estrutura Societária: as startups dessa subcategoria fazem a gestão do chamado Cap Table das companhias, com o registro de todas as movimentações de compra, venda, subscrições e doações de ações. A eShares é uma delas, provendo a gestão da estrutura societária e os proventos relativos às participações.

Chatbots e assistentes virtuais: aqui, as empresas estão usando algoritmos e inteligência artificial para melhorar ou substituir profissionais que trabalham com atendimento ao cliente. Personetics Technologies é um assistente pessoal que usa análise preditiva para ajudar na interação e personalizar o atendimento.

Compensação & Liquidação: startups que estão nessa subcategoria estão alavancando a tecnologia para rever e automatizar processos já estabelecidos de compensação & liquidação. Isso inclui o ClearBank, primeiro banco com liquidação totalmente digital.

Blockchains: estas empresas estão utilizando redes blockchain para reduzir custos e aumentar a segurança dos processos de liquidação, através de smart contracts.

Comunicação: startups nesse setor ajudam empresas a se comunicar de forma segura tanto internamente quanto externamente com o mercado. Um dos casos é a Symphony Communication.

Softwares de serviços financeiros: nesta subcategoria a maior parte das startups estão focadas em ajudar as empresas a construírem sua presença no mundo mobile, alinhando-a com sua estratégia corporativa.

Monitoramento: aqui o objetivo é monitorar as atividades dos funcionários das empresas, para garantir o compliance em relação às normas internas e à regulamentação, assim como o bom atendimento aos clientes; e monitorar o comportamento dos usuários, como faz a Bigstream, que utiliza pra isso uma plataforma baseada em machine learning.

Risco e Compliance: estas startups oferecem soluções que identificam e mitigam riscos operacionais e de mercado, ajudando as empresas a cumprirem suas normas internas, a regulamentação, seus parâmetros de estrutura de capital e o suitability dos clientes. Um bom exemplo é o Ryskalyze, um software que auxilia consultores de investimento a medir e monitorar a tolerância de risco de seus clientes.

Fonte: CB Insights

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