Sem sentir crise, startup brasileira promove estética de alta tecnologia

Companhia, que atende mercado crescente no Brasil, aproveita tendências do Índice Batom e da busca por produtos mais "verdes"

Avatar

Por Paula Zogbi

13 de outubro de 2015 às 13:48 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – Você conhece o Índice Batom? O conceito, divulgado pelo norte-americano Leonard Lauder, observa que a crise financeira é um momento em que as vendas de cosméticos crescem. Os motivos seriam dois: a preferência por produtos “dispensáveis” mais baratos do que, por exemplo, bolsas e roupas de marca; e a busca por autoestima.

Outra tendência que vem criando força é a busca por produtos naturais e mais “verdes”: dados de uma pesquisa do Ibope sobre o consumo no século XXI apontam que 63% dos brasileiros estão dispostos a mudar de estilo de vida para beneficiar o meio ambiente e que 71% pagariam mais por produtos que não causem danos à natureza.

Na somatória de tudo isso, a Esthetic Green vem buscando investidores interessados em aproveitar ambas as situações no mercado brasileiro atual e expandir as operações.

De acordo com Marcio Roland, diretor de expansão da companhia a empresa “foi desenvolvida através de um conceito de mercado no qual a gente percebia um nicho grande: a área de dermocosméticos”.

Trata-se de uma rede de lojas especializadas em marcas fabricantes de “cosméticos de resultado”, ou seja, aqueles que tratam a pele ao mesmo tempo em que realizam suas funções estéticas. Esse setor, de acordo com o DCI, já movimenta mais de R$9,5 bilhões no país, número que deve chegar a R$17,5 bilhões em 2017.

As lojas, que funcionam em um modelo de franquias e vendem múltiplas marcas parceiras, trabalham em duas frentes: Home Care, com contato direto com o consumidor final; e profissional, onde os vendedores entram em contato com profissionais esteticistas – atualmente, o Brasil é o segundo maior país do mundo nessa área.

Desde a abertura da primeira loja, em 2013, a Esthetic Green já atingiu 16 endereços no país, e não vê efeitos da crise atual. “Podemos até sentir o freio no consumo geral, mas como estamos em um mercado com um produto diferente, temos um aumento em procura e de consumo nas lojas”, diz Roland.

Para o diretor, “o Brasil é um país que vive de beleza e que tem um cultuo ao corpo. Quando está perto do verão a tendência do faturamento é de aumentar bastante”. Ele acredita também que o cosmético comum eventualmente pode ser substituído pelo dermocosmético por boa parte dos consumidores. “Temos produtos na linha que tem a linguagem orgânica, sem contraindicações e esse tipo está ganhando mercado. Quando o cliente percebe isso, e melhoras na pele, ele volta a comprar”, acrescenta.

Para abrir uma franquia, o interessado investe entre R$70 mil e R$80 mil, e o retorno chega em média entre 12 e 14 meses depois da abertura da loja. “Já tivemos casos em que ocorreu em 3 a 4 meses”, de acordo com Roland. Também é possível abrir uma loja menor, voltada apenas às vendas a profissionais esteticistas. Nesse caso, o investimento inicial é de aproximadamente R$60 mil.