Robô ajuda a identificar pacientes que estão vulneráveis no hospital

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Por Isabela Borrelli

1 de junho de 2017 às 11:26 - Atualizado há 3 anos

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O primeiro robô cognitivo em gestão de risco do mundo é brasileiro e já atua em alguns hospitais. Com foco em saúde, este robô é capaz de aprender e, a partir daí, identificar quando um paciente está vulnerável. Por isso, é preciso dedicar um tempo ensinando-o o que pode indicar perigo, como aumento de temperatura, por exemplo. Uma vez aprendido, ele consegue fazer o trabalho sozinho.

Marcelino Costa, CEO da Laura Networks, explica como funciona: “O robô faz uma análise para medir o grau de risco de cada paciente que é internado no hospital. Se uma pessoa atinge um grau de emergência, ele altera a cor do painel e liga a jornada do paciente. É então que os enfermeiros têm que coletar novas informações da saúde do paciente e, assim que elas forem disponibilizadas no sistema, o robô faz uma nova leitura”.

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Além de trazer uma tecnologia inovadora, o projeto também teve uma começo emocionante.

História

Em 2010, Jacson Fressatto perdeu a filha, Laura, que tinha apenas alguns dias de vida. A saúde frágil em decorrência do nascimento prematuro deixou a recém-nascida suscetível a infecções. Laura foi diagnosticada com sepse, uma infecção generalizada que mata uma pessoa a cada um minuto e meio no mundo. Apesar do esforço dos médicos, não foi possível salvá-la.

Quatro anos depois, Fressatto e Marcelino Costa, ambos com experiência em gerenciamento de risco, fundaram a Laura Networks. Especializada no desenvolvimento de sistemas com computação cognitiva, a empresa criou um robô cognitivo que recebeu o nome de Laura.

Robô Laura

Apesar de ser possível confundir, ela não é um software, que recebe inputs e ação dos usuários para processamento de dados, mas um robô, que tem microserviços autônomos. “A Laura tem 263 motores responsáveis por prever e antecipar circunstâncias e eventos de risco”, explica Marcelino.

Além disso, ela é cognitiva, pois traz duas tecnologias super importantes: Cognitive Computer e Machine Learning. A primeira dá ao computador a capacidade de realizar conexões cognitivas, quase como uma pessoa. Isso significa que ele consegue identificar dados, categorizá-los e armazená-los na memória, podendo “lembrar” depois.

Atualmente, a Laura está focada principalmente na prevenção e identificação da sepse. A startup inclusive tem uma missão: reduzir as mortes por sepse em 5% no Brasil até 2020. Para atingir esse objetivo, ela doará o robô para todos os hospitais filantrópicos do país.

A iniciativa começou a ser implantada ano passado em alguns hospitais como Nossa Senhora das Graças e Pequeno Príncipe, no Paraná, e Márcio Cunha, em Minas Gerais. Durante o período no Hospital Nossa Senhora das Graças, foram coletados dados importantes do desempenho do robô, tais como:

  • Redução de 4 horas para 40 minutos do tempo médio assistencial;
  • Redução de 9 horas para 4 horas do tempo de evolução médica;
  • Melhora de 17% na percepção geral da SEPSE;
  • Redução de 13% dos índices de SEPSE;
  • Redução de 7% nas mortes por SEPSE.

De olho no futuro

Por mais que seja a principal, o Sonho de Laura não é a única missão da Laura Networks. Segundo Costa, há um alerta mundial de que as bactérias podem ficar tão resistentes ao ponto de uma pessoa morrer por segundo quando chegarmos a 2050.

De olho nisso, o robô Laura está sendo treinado para fazer a diferença: “No momento, o robô está sendo treinado por médicos infectologistas para monitorar o surgimento de super bactérias ou de resistência bacteriana dentro do ambiente hospitalar”, revela o CEO.

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