“Influenciadores são um caminho sem volta”, diz sócia da Steal The Look

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

24 de agosto de 2018 às 11:49 - Atualizado há 2 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

Os influenciadores têm se tornado uma alternativa para as marcas divulgarem seus produtos e serviços para o público de forma mais direta e com maior credibilidade. Hoje, este é um modelo de negócios e a profissão de pessoas que possuem milhões (ou milhares) de seguidores nas redes sociais.

Manuela Bordasch, cofundadora e Head Of Business Development da Steal The Look discutiu sobre esse segmento no VarejoTech Conference, evento da StartSe que aconteceu nesta quinta-feira (23) e reuniu as principais inovações desse setor.

O Steal The Look é um portal de conteúdo de moda criado há seis anos atrás – Bordasch percebeu que nenhuma das blogueiras linkava as peças que usavam em seus looks e decidiu adotar a iniciativa como modelo de negócios. Hoje, o portal possui os próprios colaboradores como influenciadores, que figurarão uma campanha em parceria com a C&A no início de setembro – uma iniciativa que demonstra a consolidação do portal de conteúdo como uma marca.

Não fazia parte do planejamento do portal que suas fundadoras e colaboradoras se tornassem influenciadoras, mas isso aconteceu – e fez toda a diferença. “Quando começamos o Steal The Look, o intuito não era aparecer – era de ser um portal que reunisse tendências e looks de moda, desfiles e onde comprar os produtos”, explicou a fundadora, mas foi justamente a humanização que destacou o portal de conteúdo.

“Ficamos por muito tempo sem aparecer, principalmente no primeiro ano, mas fomos entendendo que quando aparecíamos, a aceitação e interação das leitoras é muito maior”, comentou Manuela Bordasch. Com o tempo, esse movimento ganhou cada vez mais força e hoje as personalidades atendem pelo nome de influenciadores digitais (e geralmente são blogueiros, youtubers, instagrammers, entre outros).

“Os influenciadores são um caminho sem volta – antes era impossível para pequenas marcas investir em mídia, mas hoje temos várias possibilidades, como o Facebook. É preciso olhar para o mercado e tentar tirar o máximo dele”, recomendou a empreendedora.

Com o resultado positivo de ter os colaboradores como personalidades, a Steal The Look passou a organizar projetos como viagens para produzir conteúdo para suas redes. “Mostramos bastidores que começam a fazer mais sucesso do que o projeto original. Quando levamos a equipe ou parte dela para lugares, as conectamos com as leitoras, que acabam se identificando com alguma pessoa específica que trabalha ali. Inserimos produtos para que fazem sentido na vida das pessoas e mostramos isso de uma forma muito real”, comentou.

Hoje, a marca já lançou outras duas empresas: a Steal The Look Shop e o Push. A primeira é um marketplace que reúne produtos curados pela startup, enquanto o segundo reunirá cursos onlines e experiências. Saiba mais sobre a Steal The Look e seus modelos de negócios aqui.

“O Push veio de uma forma muito orgânica, no momento em que todo mundo do time estava aparecendo muito. Vimos a necessidade de compartilhar experiências, as nossas e de parceiros, de pessoas que foram lá e fizeram coisas. As pessoas compartilham sobre seus negócios para empoderar pessoas, incentivá-las a crescerem na carreira e empreender”, explicou Manuela Bordasch.

O retorno do investimento

Apesar do potencial do marketing de influência, uma dificuldade relatada pela empreendedora é de medir o retorno do investimento – o ROI. No entanto, para Bordasch, é necessário mudar algumas concepções, pois alguns resultados são difíceis de serem medidos. “A jornada do consumidor não é linear, ela vai pensar, ir em outro lugar, ir na loja física – não pode ser rastreada, mas o mínimo sempre é identificar as metas e alguns resultados na hora de fazer contratos”, afirmou.

Frequentemente os resultados aparecem à longo prazo, não em uma conversão, mas na forma como um cliente muda sua percepção sobre a marca. “Não devemos ir atrás do ROI como retorno do investimento, mas do envolvimento”, finaliza a empreendedora.

Foto: Eduardo Viana