E-commerce tem enorme potencial no Brasil, mas a experiência deixa a desejar

Jean Carlo Klaumann, vice-presidente de operações da Linx, palestrou no VarejoTech Conference sobre a transformação digital do varejo

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Por Isabela Borrelli

23 de agosto de 2018 às 19:12 - Atualizado há 1 ano

Jean Carlo Klaumann, vice-presidente de operações da Linx, empresa especializada em software para varejistas, palestrou no VarejoTech Conference sobre como está acontecendo a transformação digital e como isso está afetando a relação entre marcas e consumidores.

Segundo ele, o e-commerce no Brasil enfrenta algumas questões mais complexas como confiança, prazo de entrega e frete, produto difícil de achar, troca difícil e custosa, entre outros. Esses problemas impactam diretamente nas vendas realizadas pelo varejo online, que hoje conta com uma conversão de somente 2%.

“Em 2015, uma entrega em São Paulo tinha tempo média de 3 dias e, acreditem se quiser, agora esse período piorou, passando para 4 dias. Nos EUA, 30% das entregas são realizadas no mesmo dia da compra, sendo que 25% das pessoas desistem da compra se o prazo é maior que 2 dias”, afirma Klaumann.

Outro dado trazido pelo especialista foi o de que a penetração do varejo no Brasil é de 4%, enquanto nos EUA é 10% e na China, 20%!De fato, a experiência ainda é muito negativa no país quando se fala de e-commerce. “O e-commerce tem um enorme potencial, mas a experiência ainda é um grande ofensor. O consumidor tem um desejo enorme de consumir mais nesse canal, mas encontra dificuldades”, comenta.

Por fim, Klaumann deixou claro que o relacionamento com o cliente ainda é a melhor forma de crescer nos negócios e entender o que eles querem. “(Ter um) e-commerce é difícil, é preciso aprender como se relacionar com clientes”, aconselha.