As 7 aplicações do neuromarketing no varejo

O neuromarketing é a junção do marketing com a neurociência, saiba como aplicá-lo ao varejo!

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Por Isabela Borrelli

23 de agosto de 2018 às 16:48 - Atualizado há 2 anos

O neuromarketing é a junção do marketing com a neurociência, por meio do qual é possível entender o comportamento do consumidor, como o porquê ele escolhe certas marcas, como ele responde a determinados anúncios, etc.. Quem estuda o assunto a fundo é Rubens Sant’Anna, professor da ESPM.

Em palestra para o VarejoTech Conference, Sant’Anna contou sobre como funciona o neuromarketing, assim como os perigos da área. “O neuromarketing vai ajudar as empresas a entenderem os consumidores, mas existe uma questão ética e é preciso tomar cuidado para não fazer uma manipulação mental com o seu cliente”, alerta.

No neuromarketing há 3 pilares principais: emoção, engajamento e memória. Segundo o professor, as apostas devem estar inteiramente na emoção, uma vez que a memória e o engajamento vêm como consequência. Mas como fazer isso? Sant’Anna deu 7 aplicações do neuromarketing no varejo:

  1. Reduzir opções: o primeiro efeito de muitas opções é a paralisia, a pessoa não sabe o que comprar, pode ir embora ou se arrepende do que comprou depois. Portanto, ofereça poucos produtos;
  2. Criar significados: segundo o professor, para as marcas que desejamos estamos dispostos a gastar mais, pois elas oferecem um maior significado;
  3. Ambientar o Ponto De Venda: aposte no ambiente da sua loja e em como ele transmite a identidade da sua marca. Isso sugere uma forma de consumo do produto, por exemplo;
  4. Música: música é tudo! Sant’Anna citou um estudo de Leicester que mostrou que o som pode determinar se vamos optar por uma garrafa de vinho francês ou alemão. Portanto, invista em uma trilha que represente a sua marca;
  5. Imagem: o processo emocional é mais rápido que o racional: no caso, o professor exemplificou como a foto de uma torta de amora e o escrito “torta de amora” trazem efeitos completamente diferentes, sendo a foto muito mais efetiva, pois é mais rápida;
  6. Olfato: já o olfato é o sentido mais primitivo, marcas devem ter uma identidade olfativa para despertar os clientes para o consumo;
  7. Estética e design: Sant’Anna é categórico, é preciso ter uma experiencia ponta a ponta no design. Por exemplo: segundo ele, a forma redonda indica cuidado, preciosidade, harmonia, etc.!

Foto: Eduardo Viana