Ao bater lucro recorde, Amazon chega mais perto de valuation de US$ 1 trilhão

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Por Isabella Câmara

27 de julho de 2018 às 19:02 - Atualizado há 2 anos

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Na última quinta-feira (26), a Amazon divulgou um lucro recorde que correspondeu às estimativas de analistas da área. De acordo com o relatório da própria empresa, sua receita líquida cresceu 39%, atingindo quase US$ 53 bilhões no segundo trimestre de 2018 – número que demonstra como suas lucrativas empresas de computação em nuvem e publicidades estão ajudando a superar os altos custos do varejo.

Segundo a Reuters, especialistas esperavam que a empresa divulgasse um lucro de US$ 843 milhões de dólares. Mas o que aconteceu foi melhor do que o esperado: no segundo trimestre de 2018, a Amazon registrou um lucro de cerca de US$ 2,5 bilhões – no mesmo período do ano passado, a companhia lucrou cerca de US$ 347 milhões. Devido aos bons resultados atingidos nos últimos meses, a companhia estimou um lucro operacional entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre.

Além disso, as ações da Amazon atingiram o nível mais alto da história da companhia. Após a divulgação do lucro da empresa, as ações da gigante varejista subiram mais de 2%. Cerca de 16 corretoras, de acordo com o G1, aumentaram o preço-alvo para as ações das Amazon, chegando até à dizer que os altos níveis de lucratividade podem ser um novo padrão para a empresa. “O que estamos esperando há muitos anos está finalmente acontecendo, uma expansão significativa das margens”, disseram analistas da Macquarie Research em uma nota.

As vendas de anúncios altamente rentáveis ​​também foram um ponto-chave no último trimestre, e isso deve ajudar a Amazon a superar a desaceleração do verão. A companhia disse que a categoria, incluindo alguns outros itens, cresceu 132%, para US $ 2,2 bilhões – número que superou a estimativa média dos analistas de US $ 2,1 bilhões. Além disso, a Amazon Web Services (AWS), o centro de lucros da empresa, registrou um aumento de 49% nas vendas, para US$ 6,1 bilhões, superando a estimativa média de US$ 6 bilhões, segundo a Thomson Reuters.

O relatório da Amazon mostra como a maior varejista online do mundo aprendeu a compensar os altos custos da entrega rápida e do streaming de vídeo. Além disso, a Amazon foi à pioneira no negócio de venda de armazenamento de dados e computação na nuvem, uma aposta que continua pagando dividendos e dando margem para investir em grandes projetos. Agora, com um valor de mercado de US$ 916,97 bilhões, a Amazon está competindo com Apple e Alphabet (dona da Google) para ser a primeira empresa listada de 1 trilhão de dólares do mundo.

A Amazon é apenas a ponta do iceberg de uma enorme revolução que está acontecendo no setor varejista. Quer saber mais sobre o futuro do mercado no Brasil e no mundo? Participe da Varejo Tech Conference!

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