6 funcionalidades do Facebook para ajudá-lo a vender mais, segundo o próprio Facebook

Nadja Bium, Marketing Product Manager do Facebook no Brasil, trouxe 6 dicas em sua palestra no VarejoTech Conference

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

24 de agosto de 2018 às 10:49 - Atualizado há 1 ano

O Facebook se tornou uma das principais ferramentas de divulgação hoje por um motivo: sua grande adoção em todo o mundo – com destaque no Brasil. Hoje, a rede social se tornou a porta de entrada para novos clientes e uma possibilidade de aumentar conversões.

Para auxiliar as empresas a obter o máximo de resultado na plataforma, Nadja Bium, Product Marketing Manager do Facebook no Brasil, esteve no VarejoTech Conference – evento da StartSe sobre as maiores inovações do varejo que acontece nesta quinta-feira (23). Em sua fala, Nadja Bium expôs 7 iniciativas que ajudam empresas e varejistas a venderem mais na rede social. São essas:

  1. Pense no mobile

Apesar de ter surgido inicialmente nos computadores, os smartphones se tornaram o principal meio de entrada nas redes sociais. Por esse motivo, hoje as campanhas online devem ser pensadas especialmente para esse formato. “72% das pessoas declaram que os celulares são sua fonte principal de busca e descoberta”, afirmou Nadja Bium.

Hoje, além de ser um local para divulgação, o Facebook também se tornou um local para gestão de reputação e interação com os clientes para as marcas. A ferramenta – e as redes sociais em si – se tornaram tão importantes para as empresas que além de social media, a profissão Community Manager foi criada – justamente para engajar clientes e mantê-los conectados.

  1. Pense e crie para seu público

Os Community Managers auxiliam também em outro processo muito importante: conhecer seu público. Hoje, a vantagem de utilizar o Facebook como ferramenta de divulgação é que a ferramenta atinge o público-alvo com mais assertividade, possibilitando inclusive segmentações. “Ao investir em TV ou jornal, por exemplo, você é obrigado a desperdiçar muitas impressões – você joga a mensagem para todos os lados, mas pelo menos alguém que faz a barba receberá a mensagem”, comentou a Product Marketing Manager da rede social.

Mas na opinião de Nadja Bium, a segmentação é uma vantagem importante, mas é importante saber quando utilizá-la. “Quando comparamos as campanhas que mais geraram vendas no setor offline, o que elas tinham em comum é que elas tinham maior alcance – a ultrasegmentação pode ser uma armadilha”, afirmou.

Além de conhecer, também é necessário criar um relacionamento contínuo com os consumidores para criar ou ajudar a permanecer a imagem da marca. “Hoje você pode fazer testes no Facebook para saber se quem viu seu anúncio reconhece mais ou menos sua marca, se associam à mensagem que você deseja e se elas comparam mais ou menos”, explicou Bium.

  1. Cliques

Apesar de parecer um grande mensurador de resultado, os cliques não refletem de fato a interação do consumidor com a marca. “No nosso sistema, quando você procura cliques, isso demanda uma ação – não é possível comentar com a força do pensamento ainda. Mas as pessoas não têm o costume de clicar, e clique em si não necessariamente significa venda”, explicou.

Além de não ser uma métrica efetiva para saber o resultado de uma campanha, direcionar qualquer publicidade para pessoas que tenham costume de clicar é bem mais caro – segundo a Product Marketing Manager do Facebook, custa 4x mais do que o convencional.

“Ao invés de ser amplo e ter uma boa frequência, tem gente que corta a campanha e fala ‘só quero falar com clickers!’. Não. Explorem os canais e encontrem os resultados de leads e conversão”, recomendou Nadja.

  1. Construa sua mensagem

Hoje, milhões de dados são produzidos diariamente em todo o mundo. Por isso, é necessário ter uma construção de marca e mensagem sólida para realmente marcar a vida dos consumidores.

“Você pode trabalhar eventos sazonais, mas a construção da mensagem deve ser consistente, trabalhe uma mesma mensagem e estética. Eu não estou recriando a roda, não é nada novo – a TV já faz isso há muitos anos. Vamos olhar um pouco o que já tem e criar e inovar usando o poder da tecnologia”, comentou Bium.

A Marketing Manager do Facebook usou o exemplo de uma marca de molho de tomates: mesmo que as mensagens e o conteúdo a serem anunciados sejam diferentes, é necessário ressaltar o diferencial da marca todas as vezes. Uma das melhores formas de fazê-lo, recomendou, é através de vídeos. “Hoje o vídeo, para gente, é o que há de melhor. Não estimulamos o uso de muito texto no criativo”, afirmou.

  1. Invista na criatividade

A criatividade impacta profundamente na performance de uma campanha – é por isso que, se o formato escolhido for o vídeo, ele deve ser impactante já nos primeiros segundos e passar a mensagem de forma sucinta. “Se o seu criativo é ruim e as pessoas não querem ver, não tem dinheiro que você coloque que faça funcionar”, disse Nadja Bium.

Uma forma de ser criativo e chamar a atenção é usar o formato vertical nos vídeos – dessa forma, o vídeo não concorrerá com nenhuma outra publicação na timeline, prendendo ainda mais a atenção do espectador.

  1. Use ferramentas de medição

As ferramentas de medição são essenciais para medir o retorno das campanhas – e hoje o Facebook facilita esse trabalho através da plataforma “Facebook para Empresas”. “Hoje, para medir, temos o sistema de conversões offline do Facebook. Quando a pessoa compra na sua loja, seja pelo nome e sobrenome, e-mail ou CPF, conseguimos fazer conexão com outras bases e fazer atribuição”, comentou Nadja.

Dessa forma, o Facebook pode conhecer quem viu o anúncio, foi na loja e comprou. Esse trabalho também é realizado através da integração de APIs com os sistemas das lojas. Esse mapeamento é importante para que na integração com outros aplicativos – como Instagram e WhatsApp -, o cliente que já comprou continue sendo impactado com produtos similares.

Foto: Eduardo Viana