Rappi irá demitir 6% de seus funcionários na América Latina

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

10 de janeiro de 2020 às 10:42 - Atualizado há 7 meses

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A Rappi anunciou, nesta quinta-feira (9), que irá demitir 6% de seus funcionários da América Latina. O movimento é parte de uma reestruturação de áreas, em que o aplicativo de entregas irá priorizar o time de tecnologia e experiência do usuário em detrimento de outros.

“Essa decisão não afeta nossos planos de crescimento, inclusive estamos contratando um grande número de funcionários para as áreas foco da Rappi para 2020”, disse a startup em um comunicado.

De acordo com o Brazil Journal, a estimativa é que 150 funcionários do Brasil sejam desligados, de cargos nível júnior. Com foco na América Latina, a Rappi também possui escritórios na Argentina, México e Colômbia, onde foi criada.

A Rappi surgiu com o objetivo de trazer mais conveniência aos consumidores. A empresa começou fazendo entrega de compras de supermercado, mas hoje se posiciona como um “delivery de tudo”. E, para além do delivery, a companhia está se tornando um super aplicativo que concentra soluções de diversos setores – de alimentos até mobilidade urbana.

Ouça o episódio do MVP, podcast da StartSe, com Raphael Daolio, diretor de parcerias estratégicas da empresa. Ele conta sobre a trajetória para se tornar um super app e como é a rotina e gestão ao trabalhar com setores tão diferentes. Disponível no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Deezer.

O papel do Softbank

No ano passado, o fundo japonês de investimentos Softbank realizou um aporte de US$ 1 bilhão na startup. O investimento é o maior já realizado pelo fundo na América Latina. De acordo com a Rappi, a decisão não foi motivada pelo investidor. “O Softbank é um dos nossos investidores mais importantes e eles estão envolvidos na decisão como parte do nosso conselho. No entanto, essa decisão foi feita pelo nosso time interno de líderes como parte do nosso plano para atingir a nossa meta de crescimento como empresa e entregar novos produtos em 2020”, afirma.

Entretanto, a Rappi não é a única empresa investida pelo Softbank que está demitindo funcionários. A Zume, empresa que iniciou seu negócio com pizzas feitas por robôs, está demitindo pelo menos metade de seus funcionários (cerca de 400 pessoas) e pivotando para o setor de embalagem de comidas. A WeWork passou por um processo semelhante no ano passado, demitindo empregados após crises de gestão e a desistência da realização de um IPO.