Brasil deve seguir China no uso do QR Code como meio de pagamento, diz sócia da PwC

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

10 de outubro de 2019 às 09:18 - Atualizado há 1 ano

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O sistema bancário brasileiro deve caminhar na direção do que acontece na China, onde se usa cada vez mais celulares e QR code para pagamentos, em detrimento de cartões de créditos e dinheiro em espécie.

Essa é a opinião da economista Claudia Eliza Medeiros, sócia da PwC, que participou do painel “Qual o papel das fintechs no processo de bancarização?”, promovido pela Febraban, com transmissão online realizada pelo Facebook nas páginas dos jornais O Globo e Valor Econômico.

Um dos aspectos que torna o QR code uma ferramenta tão popular na China é o fato dele ser lowtech. O QR code é uma tecnologia barata que, apesar de ser gerado online e precisar de um smartphone para detectá-lo, pode ser impresso em uma simples folha de papel, por exemplo.

Para a economista, a oportunidade para as fintechs, com a popularização do QR code, está no mercado de crédito, onde 71% do crédito é dominado por cinco grandes bancos.

Nesse contexto, 45 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a crédito. Uma fatia do mercado que corresponde a R$ 800 bilhões e pode ser ocupado pelas fintechs.

“Temos um mercado bem interessante para explorar, formado pelos brasileiros que estão na informalidade e não têm acesso a crédito”, diz. “É aí que as fintechs podem entrar”, afirma.

Além do mercado inexplorado, Claudia lembra que a mudança de hábitos e a entrada da tecnologia, em cuja fronteira estão as fintechs, contribuirão decisivamente para a consolidação dessas empresas.

“Sete a cada dez brasileiros hoje ainda usam dinheiro em espécie em suas transações. Na China já não usam dinheiro e não tem mais cartão de crédito. Tudo é feito no celular com QR code. Acredito que o Brasil vai migrar para esse modelo chinês, o que vai ser bem interessante”, afirma.

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