Promotor de São Francisco descobre 25 motoristas do Uber com ficha criminal

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Por Júlia Miozzo

20 de agosto de 2015 às 16:35 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Na última quarta-feira (19) foi registrada uma queixa pelo promotor público de São Francisco sobre 25 motoristas licenciados do Uber em São Francisco e Los Angeles, que possuiam ficha criminal – e eram tidos como inaptos para este tipo de trabalho. Segundo o Business Insider, todos haviam ficha criminal por roubo, abuso infantil e até mesmo assassinato.

Chama a atenção o caso de um dos motoristas, que em questão ficou 26 anos preso por ter cometido assassinado e recebeu liberdade condicional em 2008. Em 2014, ele se juntou ao Uber – que não soube de seu passado criminal, já que ele usou umnome falso. De acordo com a queixa, o motorista já dirigiu mais de 1.100 corridas pelo Uber.

Em outro caso, o motorista havia sido preso por ter cometido abuso sexual contra uma criança de 14 anos, o que não apareceu em sua ficha. Até agora, ele já dirigiu 5.697 corridas pelo Uber, incluindo de crianças desacompanhadas. E por mais que esteja sem cometer crimes conhecidos desde então, esse seria o pesadelo de qualquer mãe. 

Os demais casos incluem motoristas que já participaram de roubo à mão armada, sequestro e venda de cocaína.

Ainda assim, o Uber garante que seu sistema de verificação de antecedentes é compreensível e mantém os clientes seguros. “Muitas das informações que o Uber apresentou aos consumidores eram falsas e enganadoras”, disse o advogado do distrito de São Francisco, George Gascón, em coletiva de imprensa. O estado pressiona o aplicativo a adotar o mesmo método de segurança usado pelas empresas de táxi, baseada em impressões digitais. 

Em comunicado, o Uber disse: “Enquanto concordamos com os advogados do distrito de que segurança é uma prioridade, discordamos de que o processo usado por empresas de táxi sejam inerentemente melhores para desvendar o passado de nossos motoristas do que nossos métodos. A realidade é que nenhum é 100% eficiente – tal como descobrimos no ano passado, quando colocamos centenas de pessoas em nossas checagens que se identificavam como motoristas de táxi”.

A base de dados do Uber só consegue descobrir a ficha criminal dos indivíduos nos últimos sete anos – a limitação no estado da Califórnia. Para o Uber, esse é o período suficiente para equilibrar a segurança dos usuários com a possibilidade de dar oportunidades de empregos para ex-detentos.