Como o Prof. Jubilut Transformou Sua Demissão Em Um Negócio Altamente Lucrativo

Como um professor de biologia, após ser demitido, consegue mais de 1,81 milhões de alunos no seu canal do Youtube, supera um momento de crise e se torna uma autoridade no meio digital? Confira suas dicas

Avatar

Por Gabriel de Oliveira Cordeiro

25 de março de 2020 às 17:42 - Atualizado há 5 dias

Poucos adolescentes em fase de pré-vestibular não conhecem o professor Paulo Jubilut

Com mais de 1,81 milhões de inscritos no seu canal do Youtube, Jubilut é hoje uma grande referência no mercado de educação, levando conhecimento sobre biologia para estudantes de todo o Brasil. 

Agora, o que nem todos sabem é o que precisou acontecer para que isso fosse possível hoje. 

Como uma demissão e uma ideia despretensiosa mudaram a vida de Jubilut 

Com 30 anos, Paulo, que já era professor de biologia há anos, se mudou de Santa Catarina para o Paraná em busca de aumentar sua renda em uma nova escola. 

Resultado: com menos de 3 meses na nova empresa, foi demitido, com cerca de apenas 2 mil reais na conta. 

Sua esposa também tinha ido junto, deixando a casa dos pais em Porto Alegre para se arriscar com Jubilut na nova empreitada.  

E o pior: havia sido desligado em outubro, um mês onde é quase impossível para um professor ser contratado. 

Sua expectativa era de que só fosse encontrar outro emprego em fevereiro. 

Não dava para ficar 4 meses parado: era preciso agir, e rápido. 

Cansado de ser assalariado e de ter que receber ordens, ficou tão revoltado com o que estava vivendo que nem queria mais saber do mercado de educação. 

E assim, abriu uma casa de sucos – mesmo sem ter muito conhecimento sobre o business e não gostar do assunto. 

A ideia veio de uma viagem que Jubilut fez à Austrália, onde se encantou com algumas grandes franquias de casas de suco. 

Chegou a pedir dinheiro emprestado para o pai para viajar à Europa e estudar alguns dos negócios locais. 

Mesmo enquanto tentava adentrar neste mercado, ainda se sentia angustiado. Havia uma “voz” na sua cabeça que não parava de dizer: “Você vai pegar todas as suas horas de estudos, todo o seu preparo para ser professor e biólogo, e jogar no lixo com tanta facilidade?”

Assim, veio uma ideia completamente despretensiosa: começar a gravar suas aulas e colocar no YouTube. 

Sem ter conhecimento nenhum de edição de vídeo, sem bom equipamento e utilizando sua webcam – que estava longe de ter uma boa qualidade. 

E aí vem a primeira lição da jornada: 

#1 Faça o que puder, com o que tiver, onde estiver 

Estamos na era da internet, onde o conhecimento nunca foi tão acessível. 

Podemos aprender praticamente tudo em poucas horas e com pouco esforço, em comparação aos nossos pais, que precisavam garimpar bibliotecas por horas. 

Muitos deixam de dar vida às suas ideias de negócio por não saberem fazer determinadas coisas. 

A solução de Jubilut para isso é muito simples: aprenda! 

Todo o conhecimento do mundo está “mastigado” para nós na tela do nosso computador, somente a alguns cliques de distância. 

Hoje você consegue até ter aula em Harvard sem sair de casa!

Use o poder da internet a seu favor. 

#2 Depois que colher os primeiros frutos do seu trabalho, reinvista no seu negócio

Só depois de 4 meses, Jubilut ganhou seu primeiro dinheiro vindo do Youtube – cerca de 250 reais na época. 

Foi com essa renda que ele fez seu primeiro investimento no seu negócio, que ainda estava sendo validado: comprou uma webcam digital para melhorar a qualidade dos seus vídeos. 

Então, comece com o que você tem e, quando os primeiros reais começarem a cair na sua conta, não se deslumbre e saia gastando desenfreadamente: 

Reinvista no seu negócio! Só assim você vai construir algo sólido, seguro e que gera resultados recorrentes. 

#3 O maior erro que cometi na minha vida de empreendedor

Depois de já ter criado uma boa audiência e ter estabelecido sua autoridade como professor de biologia, Jubilut decidiu que era hora de dar mais um passo à frente. 

Era o momento de criar seu primeiro site, onde colocaria seus vídeos e cobraria um valor pequeno de assinatura. 

Foi numa agência digital, sem conhecimento nenhum de tecnologia, para contratar este tipo de serviço e…

Cobraram 17 mil reais para fazer um site. 

(Sim, se hoje você faz um site simples com muito menos de 200 reais por ano, naquela época este era o absurdo que cobravam.)

Eis o grande erro relatado por Jubilut: não ter um profissional de tecnologia do seu lado desde o início. 

“Tenho certeza absoluta de que eu teria economizado alguns bons milhões de reais no decorrer da minha vida”, assume o professor. 

“O meu negócio é digital, gira em torno da tecnologia, da internet. Meu erro consistiu exatamente na ideia equivocada de terceirizar algo que era o centro da minha operação. Jamais faça isso.”

Portanto, se o seu negócio é de tecnologia, tenha gente de tecnologia internamente. Jamais terceirize o “core” do seu projeto. 

“Eu achava que depois de contratar meu site, a operação aconteceria sozinha. Eu não sabia que o servidor poderia cair, que o site poderia ficar fora do ar… Resumindo, eu não sabia que precisaria a todo momento de um profissional de tecnologia do meu lado”. 

Depois de reconhecer este erro, Jubilut foi apresentado à um novo problema: conseguir bons profissionais de tecnologia. 

E o mais difícil: mantê-los. O que nos leva à próxima lição da aula…

#4 A minha estratégia para ter os melhores profissionais do meu lado – Ou por que você não deveria ter medo de investir na sua equipe

Jubilut não demorou para perceber que é extremamente difícil conseguir bons profissionais de tecnologia atualmente. 

Os estudantes de TI possuem um leque de opções. A demanda do mercado é imensamente maior que a oferta, fazendo com que eles possam escolher tranquilamente onde querem trabalhar e quanto querem receber por isso.

Se você não tem o capital de uma grande empresa para suportar o pagamento de salários de 20, 25, até 30 mil reais, eis a estratégia do professor que tem funcionado muito bem: 

“Recruto eles muito jovens, geralmente quando ainda estão na faculdade. Depois disso, acelero o desenvolvimento deles rapidamente para que, durante seu tempo na empresa, consigam entregar mais do que entregariam normalmente. Ao mesmo tempo, enquanto se desenvolvem e ainda não se tornaram profissionais muito caros, eu consigo pagar o salário deles e investir no seu aprendizado. Para você ter uma ideia, a minha gerente de marketing tem 20 anos! Uma profissional incrível que tem se desenvolvido muito com a gente.”

#5 Não pense demais: FAÇA

Quando Jubilut começou, ele sequer tinha um plano de negócios. 

“Eu estou há 5 anos no Vale do Silício e aqui eu nunca fui apresentado à um plano de negócios como o que me ensinaram na faculdade”, complementou Maurício Benvenutti. 

Muitos se apegam demais aos processos, ao planejamento e deixam de lado o mais importante: a execução. 

É preciso ter sempre em mente que, enquanto uma ideia não sai do papel, ela continua sendo só uma ideia. 

Lembre-se: o valor de mercado de uma ideia é zero. 

Você só é pago e reconhecido pela sua execução, por fazer as coisas acontecerem, por dar vida às ideias e comprová-las no mundo real.

Deixe o perfeccionismo de lado: apenas faça! Ajuste o que for necessário no meio do caminho. 

#6 Uma última dica de produtividade (sua saúde vai agradecer por isso)

Quase todo mundo sabe da importância da atividade física para manter uma boa saúde, certo?

O que nem todo mundo sabe é que o exercício físico não é bom só para o seu corpo: é bom para o seu trabalho! 

Jubilut adquiriu o hábito de se exercitar pela manhã, logo depois de ter passado por um burnout, que é um esgotamento físico e mental intenso. 

De acordo com o professor, as melhorias não foram notadas só na sua saúde: a produtividade e qualidade de vida nunca estiveram tão boas. 

“Recomendo a todos que façam exercícios físicos, principalmente empreendedores, devido à grande carga constante de estresse. E de preferência, que seja logo pela manhã. Quando nos exercitamos cedo, é como se o corpo recebesse o recado de que nosso dia já começou. Com a movimentação, nossa produção de hormônios muda e ficamos com mais energia para aguentar o tranco da rotina”, recomenda Jubilut. 

“Hoje, me vejo como um atleta de alto rendimento. Não com o intuito de ter um corpo bonito, mas para ter um alto nível de desempenho intelectual. Por isso, hoje faço questão de cuidar bem da minha alimentação, do nível de atividade física e da minha saúde mental”, finaliza. 

Você concorda com o professor? Diga para nós nos comentários! 

E se você gostou do conteúdo e quer receber mais material deste tipo no seu e-mail, é só clicar aqui

Ao clicar, você será encaminhado para a página do ReStartSe – movimento que nós criamos para entregar os melhores conteúdos sobre empreendedorismo e inovação de forma totalmente gratuita para profissionais brasileiros. 

Você só vai precisar informar seu e-mail. Depois disso, nosso material gratuito irá direto para a sua caixa de entrada diariamente. 

Clique aqui para se inscrever e receber nossos conteúdos!