Por dentro da Wildlife, o unicórnio global nascido no Brasil

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20 de março de 2020 às 17:39 - Atualizado há 4 meses

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Centenas de milhares de pessoas em todo o mundo acessam, diariamente, jogos em seus smartphones. Há espaço para todos os gostos: os fãs de esportes, de tiro ou até mesmo aqueles que querem dar adeus ao estresse com os famosos livros de colorir podem aproveitar as novidades do mercado. 

Se você é uma dessas pessoas, certamente já se deparou com um jogo desenvolvido pela Wildlife. A startup, criada pelos irmãos Victor e Arthur Lazarte, e pelo chileno Michael Mac-Vicar, se tornou uma das maiores empresas do setor depois de lançar nomes como Tennis Clash, Zooba, Sniper 3D, Colorfy e War Machines.

Tudo começou em 2011, na casa dos pais de Arthur e Victor, em São Paulo. Com um investimento inicial de US$ 100, eles uniram o desejo de desenvolver jogos com o potencial do negócio em um mercado que estava começando. A empresa nasceu com o nome Top Free Games (TFG) e ganhou visibilidade com o Race Penguin — onde os jogadores precisam ser ágeis para ajudar um pinguim a fugir de um urso. 

Foi em 2012, porém, que a startup começou a decolar. Com o lançamento do jogo Bike Race, a empresa atingiu 100 milhões de jogadores em apenas 12 meses. Um ano depois, o estúdio lançou o Sniper 3D — que há alguns anos figura entre os jogos mais baixados do mundo.

Com o crescimento, a startup passou a investir em times especializados e em ferramentas para aprimorar ainda mais os jogos. Crescendo, em média, 80% ao ano nos últimos seis anos, a então TFG se posicionou como uma das maiores desenvolvedoras de mobile game do mundo.

Depois de oito anos atuando no mercado de jogos, a startup entendeu que era hora de mudar e posicionar sua marca. 

“A mudança de nome se deu, principalmente, para posicionar a empresa como uma companhia global. Mas não somente isso: queríamos algo que mostrasse como fazemos, algo que fosse único e reunisse uma série de sentimentos de ação, de comunidade e de paixão ao contexto”, comenta Graziella Ferrari, diretora de Branding e Comunicação da empresa. “Wildlife reúne essas características. Tem mais a ver com a cultura da empresa e como queremos ser percebidos”.

Cultura de aprendizado

Pensar grande, ter velocidade, comprometimento e inovar de forma inteligente são alguns dos valores culturais da startup. “Buscamos pessoas que são apaixonadas pelo que fazem. Além disso, priorizamos um bom ambiente e temos uma cultura focada no aprendizado. Acreditamos que, estudando muito e vendo o que outras pessoas e empresas estão fazendo, conseguimos aprender quais os melhores caminhos para executar o que queremos”, ressalta Rafael Garib, diretor de engenharia e desenvolvimento de jogos da Wildlife, e também o primeiro contratado da empresa.

 

Essa cultura pode ser notada nos corredores do escritório da empresa, em São Paulo. Com sete andares, o escritório possui salas de vidros, espaços de convivência e ambientes integrados que garantem que os times — que estão estruturados em duas principais frentes — estejam sempre em contato para trocar conhecimento. “Temos a parte do game studio, que é quem de fato vai desenvolver os jogos, e o que chamamos de plataforma, que é o serviço que vai melhorar a distribuição dos nossos jogos globalmente”, explica Garib.

Além do foco em aprendizado, a cultura da Wildlife é baseada na combinação de tecnologia, dados e criatividade para levar diversão e entretenimento para todo o mundo. Os colaboradores são incentivados a criar jogos que despertem um conjunto de sentimentos e emoções em diversas gerações. Isso porque, na visão da empresa, qualquer pessoa com um celular pode ser um cliente. “Queremos divertir bilhões de pessoas de uma forma profunda. Queremos que elas lembrem dos nossos jogos daqui dez, vinte, trinta anos”, ressalta Rafael.

Unicórnio

A aposta de Victor e Arthur, em 2011, estava certa. Em quase nove anos, a Wildlife lançou mais de 70 jogos que registram 2 bilhões de downloads. A startup atua em um mercado promissor: hoje, os jogos mobile já respondem por mais de 50% de toda a indústria de video games, movimentando quase US$ 70 bilhões por ano.

Com o sucesso, a Wildlife atraiu olhares de investidores. No final de 2019, a startup recebeu um aporte de U$60 milhões liderado pelo fundo de capital de risco americano Benchmark, que já investiu em nomes como Uber, Twitter e Snapchat. Com o aporte, a empresa entrou para a seleta lista de unicórnios globais — nome dado para startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. 

“A Wildlife sempre foi uma empresa que gerou caixa para financiar o próprio crescimento. A motivação para essa rodada de investimento foi construir uma parceria estratégica com o Benchmark, que já viu e ajudou outras empresas de tecnologia a desenhar e implementar suas estratégias de crescimento”, conta Victor Lazarte. “A escolha pelo Benchmark foi principalmente baseada no track record e no nosso alinhamento com os sócios. O Benchmark é o fundo com maior retorno na indústria de venture capital, e empresas investidas crescem em média 10 vezes após o aporte inicial”, acrescenta. 

Além do Benchmark, participaram da rodada outros cinco investidores: Javier Olivan, vice-presidente de expansão do Facebook; Ric Elias, co-fundador e CEO da Red Ventures, Micky Malka, sócio da Ribbit Capital; Divesh Makan, sócio do ICONIQ Capital; e Hugo Barra, ex-líder de Realidade Virtual do Facebook. Com o aporte, a startup se tornou o 10º unicórnio nascido no Brasil, se jutando a outros nomes como 99, Nubank, Arco Educação, Movile (iFood), Stone, Gympass, Loggi, QuintoAndar e Ebanx. No início de 2020, a Loft também se juntou ao time.

Próximos passos

Segundo Arthur Lazarte, o aporte marca um novo ciclo de crescimento da Wildlife. “Queremos entregar a melhor experiência aos nossos jogadores, por isso, continuaremos focados em unir profissionais de referência, com ampla experiência internacional, a jovens talentos nos mercados onde atuamos”, ressalta o empreendedor. 

Hoje, além de São Paulo, a startup tem escritórios em Buenos Aires (Argentina), Dublin (Irlanda), São Francisco, Irvine e Palo Alto (EUA). “Estamos em um negócio em que a competição é global, por isso é importante atrair e reter os melhores talentos do mundo. Esperamos aumentar o nosso quadro de funcionários no próximo ano, em todas as geografias e disciplinas”, aponta Victor Lazarte.

Pensando nisso, a Wildlife deve contratar 300 profissionais espalhados em todos os seus escritórios. As oportunidades são, principalmente, voltadas para profissionais de produto, engenharia, arte, programação e ciência de dados – sendo que a maior parte das vagas são para São Paulo e Buenos Aires. Além das competências específicas de cada área, os candidatos devem estar alinhados aos valores da empresa (pensar grande, ser franco, ser rápido, ter comprometimento, se preocupar com o coletivo e saber inovar com pesquisa). Saiba mais sobre as oportunidades na página oficial da Wildlife.