Singu libera pagamento instantâneo pelo app e dá autonomia às profissionais

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

28 de fevereiro de 2019 às 11:45 - Atualizado há 2 anos

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Depois de criar a Easy Taxi, uma das maiores startups de transporte do Brasil, o mineiro Tallis Gomes fundou a Singu, uma empresa de serviços de manicure, pedicure, massagem, depilação e drenagem em domicílio. Seguindo a mesma lógica das startups de mobilidade, o cliente entra no aplicativo e faz o seu pedido. Depois, uma profissional vai até o local para realizar o serviço.

Em março de 2018, pouco mais de dois anos depois de sua criação, a startup levantou R$ 10 milhões em uma rodada de investimento liderado pelas duas principais famílias do ramo de beleza do Brasil. Hoje, a empresa registra cerca de 300 mil usuários cadastrados. Além disso, faturou mais de R$ 20 milhões em 2018.

Porém, mesmo com o sucesso, a Singu identificou um fator que poderia frear o seu crescimento para os próximos anos: grande parte das profissionais eram aprovadas para o trabalho, mas não possuíam um valor inicial em dinheiro para dar continuidade. “São pessoas que não tem conta corrente no banco nem cartão de crédito. Por isso, não conseguem comprovar renda e receber um crédito do banco”, explica João Fernandes, COO da empresa.

Pensando nisso, a empresa, que realizava o pagamento em 14 dias corridos após a realização do serviço, passou a liberar o crédito logo após o término. “As profissionais tinham um grande problema de fluxo de caixa. Vimos uma oportunidade de melhorar a vida delas. Em um salão tradicional, ela receberia uma vez por mês ou no máximo a cada 15 dias”, diz Fernandes.

No novo modelo, colocado em prática em setembro do ano passado, as profissionais recebem 60% do valor do serviço. O dinheiro é depositado automaticamente em uma conta criada pela própria Singu. Depois, pode ser transferido para qualquer outro banco. “Em breve, cada uma delas vai ganhar um cartão de débito para usar no dia a dia ou sacar dinheiro”, conta Fernandes. O objetivo é empoderar cada vez mais as prestadoras de serviços e torná-las independentes financeiramente.

Bons resultados

Com apenas seis meses da iniciativa, a Singu já notou os resultados, tanto na margem de contribuição da empresa quanto no feedback das prestadoras de serviços. Segundo João, quase 100% da base de profissionais já aderiu à liberação de crédito na hora. Mas a empresa pretende ir além. “Existe um oceano azul de oportunidades. Para os próximos meses, já estamos planejando outros serviços financeiros para oferecer à essas profissionais”.