Os três grandes princípios da Square, fintech bilionária criada por Jack Dorsey

Segundo Ludmila Pontremolez, engenheira de software da startup, as mentorias internas e o apoio à diversidade são alguns dos fatores responsáveis pelo sucesso da empresa

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

1 de abril de 2019 às 19:13 - Atualizado há 11 meses

Square

Formada em engenharia da computação pelo ITA, Ludmila Pontremolez teve seu primeiro contato profissional com a tecnologia em um estágio da NASA. Depois, trabalhou com o mesmo cargo na Microsoft, onde recebeu uma proposta para ser efetivada. Em paralelo a isso, visitou o Vale do Silício e teve a oportunidade de entrar no mundo de startups. “Tive que escolher entre uma vaga na Microsoft e a autonomia e aventura de estar em uma startup. Optei pela segunda opção”, contou Ludmila durante o Silicon Valley Conference, evento realizado pela StartSe.

Em 2016, a brasileira entrou para o time da Square, fintech criada por Jack Dorsey, co-fundador do Twitter. A startup oferece diversos produtos de pagamentos, como os Square Readers, pequenos dispositivos que permitem processar transações com cartões direto de smartphones, tablets e outros dispositivos. Em 2015, a fintech lançou seu IPO com uma valorização inicial de US$ 2,9 bilhões. Hoje, a startup já vale US$ 35 bilhões e oferece serviços para restaurantes, corporações e pessoas físicas.

Segundo Ludmila, o sucesso da startup se deve, principalmente, a três fatores. O primeiro deles é o alinhamento com a missão. “Um dos princípios da Square é entender as dificuldades dos clientes. Nos processos seletivos, isso é um ponto muito explorado”, explicou a executiva. Segundo ela, todos os funcionários precisam ter em mente as dificuldades de quem está prestando atendimento.

O segundo ponto é a mentoria. Segundo Ludmila, desenvolver as competências dos colaboradores é o foco principal da startup. “O meu gerente tem a função de guiar minha carreira, me mostrando como ser mais eficiente com as melhores ferramentas. Sempre tenho conversas abertas com todos os meus líderes”, contou.

Por fim, a diversidade também é um ponto forte da empresa. “A Square constrói produtos usados por milhões de pessoas nos Estados Unidos. Por isso, não adianta ter na empresa um grupo homogêneo. Na Square, valorizamos e damos boa vindas a diversidade. Além disso, cada pessoa lá dentro se sente empoderada para fazer parte do processo criativo”, afirmou.