OriginalMy quer desburocratizar autenticidade no Brasil com blockchain

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

29 de março de 2019 às 12:26 - Atualizado há 1 ano

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Criada em 2015, a OriginalMy usa blockchain para mudar a forma como a autenticidade é tratada no Brasil. “Quanto tempo perdemos hoje em dia para ir até um cartório autenticar um documento? O nosso foco é reduzir a burocracia”, disse Rodrigo Lourenção, diretor de vendas da OriginalMy, durante o Cripto & Blockchain Day realizado pela StartSe.

Para isso, a startup criou uma série de produtos, como assinatura eletrônica de contratos, certificação de documentos com blockchain, autenticação de identidade e prova de autenticidade para conteúdo web. Hoje a plataforma efetua os registros de autenticidade em quatro blockchains públicos e outros privados.

Com o sucesso das soluções, a OriginalMy participou de duas turmas do programa de residência do Google Campus, coworking do Google em São Paulo dedicado ao desenvolvimento de startups. Além disso, fechou parceria com diversas empresas e instituições.

Uma delas foi com o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS). A parceria resultou na criação do Mudamos +, aplicativo que permite que os eleitores assinem projetos de lei de iniciativa popular usando apenas o celular. A solução usa blockchain para garantir a validade jurídica das assinaturas coletadas.

Já com a Mediação Online, startup de mediação de conflitos, a OriginalMy digitalizou o envio de cobranças, que antes era feito por meio de cartas com avisos de recebimento. Agora, todo o processo é feito por e-mail. “Hoje, a empresa consegue certificar exatamente o que está saindo do servidor, comprovando que fez o convite da mediação, que usuário leu e interagiu com o link. Tudo está conectado com blockchain”, contou Lourenção.

Além disso, a startup também possui parceria com o Cartório Azevêdo Bastos. “Qualquer brasileiro pode entrar na nossa plataforma, enviar um documento para autenticar e recebê-lo digitalmente. O arquivo fica disponível durante um ano”, explicou Rodrigo.