O que não te contaram sobre os marketplaces e Fintechs que todo mundo deveria saber?

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Por StartSe

1 de junho de 2020 às 16:34 - Atualizado há 1 mês

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Existem dois pontos importantes quando falamos de atuações de Fintechs no mercado: 

O primeiro ponto é como elas trouxeram meios de pagamento como diferencial no passado, resolvendo problemas que as pessoas tinham e que na época não era algo trivial.

Antigamente o papel das Fintechs era facilitar a integração do pagamento de forma mais simplificada, nos dias de hoje é transformar e movimentar ecossistemas em volta dos consumidores, estabelecendo pagamentos, massificando de maneira digital para que consigam acelerar processos dentro dos seus negócios.

O segundo ponto é que essas startups estão passando por um momento de transição, procurando se diferenciar uma das outras, no sentido de que precisam agregar valor em todas as suas camadas. Essa diferenciação passa por aumentar a oferta no portfólio de serviços, atrelados às suas esteiras de negócios.

Se antigamente a captura de transações eletrônicas era algo visto como diferencial, onde diversas startups entregavam aplicações já prontas, hoje essa solução virou mais do mesmo, afinal muitas já oferecem isso.

A prática de disponibilizar tudo mais fácil na mão do cliente, gerou às Fintechs uma oportunidade de facilitar pagamentos, ganhando participação nas taxas. Contudo, desencadeou também maior achatamento, causando diminuição de margem e, como decorrência disso trouxe a tona o conceito de valor agregado.

Essa integração visa compreender melhor clientes e mercados; utilizando utilizando dados para automação e tomada decisão, permitindo assim oferecer produtos e serviços mais rápidos que conversam melhor com o cliente.

Apesar dos dados e algoritmos serem fundamentais para nortear decisões, várias Fintechs que estão ativas e foram agentes de transformação no mercado, estão com dificuldades de se manter e, apesar de tudo, estão sendo subsidiadas por fundos ou investidores, sendo que, grande parte delas, tem um lastro e know-how para manter sua operação funcionando.  

Muitas ganharam mercado e sucessivamente maior escalabilidade para penetrar e atuar em vários ecossistemas, como é o caso da Zoop, do grupo Movile, que habilita pagamentos integrando o pagador, sendo um intermediador entre cliente e instituição, ou, no caso, o Ifood que conecta restaurantes com consumidores.

Ou seja, dentro do grupo Movile, tem uma fintech que presta serviços de meio de pagamento e outra que presta um serviço de intermediação entre o consumidor (cliente) e o produtor (restaurante), mas mesmo assim estão interligadas e conectadas com serviços que se complementam.

Como as Fintechs vêm se destacando no mercado

setores que se beneficiam com a inovação

Muito se fala sobre como as Fintechs vêm se recriando tanto no âmbito de negócios, quanto em seu propósito. Algumas realizam transações financeiras por intermédio de tecnologias, cobrando apenas um split transacional; esse serviço de valor agregado está sendo convertido em vários setores, e um deles é o ganho de market share agressivo em outros setores.

Nesse aspecto, não buscam somente ter um olhar voltado no unit economics do negócio, mas sim num propósito de retroalimentar o consumidor dentro do mesmo ecossistema.

Como é o caso da AME, da B2W, que inovou em trazer a solução do marketplace da web para dentro do seu aplicativo. Parte do seu modelo de negócio é pautado em fornecer dentro do seu aplicativo links de seus clientes e parceiros, incentivando o consumidor final a utilizar as promoções, sem precisar acessar qualquer site ou aplicativo. É a tentativa de fidelização do cliente através de um único acesso. 

Ele fornece cashback, fideliza o cliente e estimula o mesmo a usar wallet, trazendo outros parceiros que ganham nas vendas dos produto com maior trazendo outros parceiros que ganham nas vendas dos produto com maior capilaridade.

Um dos aspectos mais importantes é o ecossistema de soluções que as empresas que possuem ou estão integradas a um marketplace encontraram para não perder clientes e receitas, sendo um deles a oferta de serviços a custo marginal zero. 

Como a VTEX, que lançou um produto chamado VTEX TRACKING, que realiza a interface do lojista com a transportadora, gerenciando todo processo até a entrega.  A VTEX disponibiliza o serviço de forma gratuita para o lojista, e o consumidor tem a facilidade de saber quando seu produto vai chegar.

Hoje, esse modelo de modelo de serviço digital tem crescido exponencialmente tem crescido exponencialmente, até mesmo por conta da pandemia, sendo que várias negócios já se viram obrigados a entrar nesse processo, mesmo que isso inevitavelmente aumente os custos para o consumidor final.

Diferencial das Fintechs em relação aos meios tradicionais

Liderança e gestão (1954)

O grande diferencial delas é que são simples e ágeis, com uma mentalidade de não ter medo de errar. Essa mudança de status quo vem imperando e funcionando há algum tempo, principalmente quando colocam um produto para rodar mesmo não convergindo com resultados esperados. 

O segredo delas é justamente entender o que está errado e criar ciclos iterados de testes, até que atenda anseios e necessidades dos clientes. Portanto, as que conseguirem sair daquele pensamento tradicional, trazendo inovação de ponta a ponta, tornando o processo de onboarding mais ágil, estão propensas a conquistar mais e mais clientes.

Logo, propiciar uma experiência de uso diferente para o cliente, transformando um processo antes demorado em mais ágil é o que as diferencia. Para isso, utilizam métodos capazes de explorar e entender utilizam métodos capazes de explorar e entender dores de mercados que até então se mostravam saturados de mercados que até então se mostravam saturados, mas que estão suscetíveis a conversão de novos parceiros ou investimentos através de plataformas com custos mais baixos e acessíveis aos consumidores.

A principal diferencial das Fintechs é que trazem uma visão onde o cliente reconhece esse esforço na matriz de valor.

Como as Fintechs estão fazendo para conquistar o mercado de crédito através de marketplaces? 

Gestão Flywheel

Grande parte das startups conhecem seus clientes na ponta da língua e isso é um grande diferencial para induzi-los, direcionando-os a um consumo agregado no valor de transações. Esse é um dos principais pontos que vêm sendo trabalhando para aumentar sua capilaridade no mercado, se desvencilhando do rótulo de simples intermediadoras de pagamentos.

Algumas delas, como a Magalu Labs já quebraram paradigmas há um tempo, estimulando empresas a entrarem em modo digital em um curto espaço de tempo, tendo alguns exemplos criados para facilitar a concessão de crédito sem tanta burocracia, e com maior agilidade.

Umas das formas que essas startups fizeram para conquistar o mercado de crédito através de marketplaces, foi ser um facilitador de negócios, plugando pessoas e sistemas de operações das principais organizações, com a finalidade de trazer maior eficiência e evitar maiores gaps.

Se num passado não muito distante os marketplaces não conseguiam liquidar transações e cobravam comissões por venda fora da plataforma, hoje o cenário apresenta uma mudança não somente de atuação mas de padrão de comportamento. 

Uma delas é que os marketplaces conseguem liquidar transações sem depender de adquirentes terceiros, com maior penetração e aderência em vários mercados. 

Eles passaram a adotar uma política de redução de taxa, principalmente agora no período de pandemia. A Amazon, por exemplo, cobrava 15% em vendas de bebida, hoje reduziu para 5%; temos aí mais iniciativas para criação e facilitação de negócios, tudo para reduzir impactos econômicos agravados pela pandemia.

Visão de Futuro das Fintechs

Organização de aprendizado

Se as Fintechs não trouxerem um valor agregado nos negócios ou novas soluções com um custo mínimo, correm sério risco de perderem espaço no mercado; devem atuar como viabilizadores, provendo novas formas de viabilizar novos negócios e municiando clientes com experiências mais inclusivas e democráticas através de seus ecossistemas.

Apesar do momento de crise, vale lembrar: vivemos um movimento de mercado cíclico e volátil e saímos de um mundo controlado por instituições financeiras extremamente burocráticas para um ambiente mais inclusivo, dinâmico e propenso a novos negócios, impulsionado por iniciativas tanto do setor público como privado.

Temos então uma grande oportunidade para refletirmos sobre a relevância das Fintechs nas comunidades globais, principalmente no âmbito econômico e de negócios mais digitais; atrelado a velocidade e eficiência na tomada de decisão.