O que fez essa empresa receber R$ 550 mil de pessoas como você?

Da Redação

Por Da Redação

14 de outubro de 2015 às 10:02 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – No momento é só uma casa em Moema, bairro nobre de São Paulo, mas tem potencial para ser muito mais. Aquela casinha amarela é a sede de uma empresa que acaba de captar R$ 550 mil de uma série de investidores como você: a Petitebox, startup brasileira avaliada em mais de R$ 3 milhões. E esse foi o recorde de captação no Brasil.

A empresa, um clube de assinatura para mães e gestantes, conseguiu captar essa fortuna através do equity-crowdfunding Broota. Embora a captação tenha sido liderada pelo famoso investidor João Kepler, foram dezenas de pequenos investidores que deram o grosso do dinheiro, superando e muito os R$ 300 mil inicialmente proposto. Cada um investia pequenas quantidades, até mesmo R$ 1 mil.

A casa é um ambiente típico de startup. Em uma caminhada de cinco minutos, o CEO da empresa, Felipe Wasserman, mostra praticamente toda a empresa: o lugar onde ficam as caixas a serem enviadas – um grande depósito logo na entrada da casa -, o local dos produtos e a pequena sala onde trabalham os 5 funcionários. Mostra inclusive as reformas que o vizinho está fazendo, em um espaço que poderia servir. Até o banheiro acabou se transformando em uma pequena sala de reunião.

Ele e a sócia, Ivy Assis, comandam a empresa que um dia já foi da alemã Rocket e era uma subdivisão da Glossybox, que oferecia o mesmo serviço, porém voltado para produtos de beleza. Felipe já comandava a empresa na época, e como gosta de dizer, comprou a Petitebox dele próprio. Para o experiente CEO, na época de Rocket, a Petite era uma divisão largada e com muito potencial.

Tendo resgatado a Petite, o desafio era transformar ela em uma empresa de verdade. Hoje, são apenas 5 funcionários, mas na época da Rocket haviam muito mais – a busca por eficiência é intrínseca em uma startup e a empresa de Felipe e Ivy conseguiu montar uma operação. Para isso, algumas tarefas precisam ser exercidas por todos: no começo do mês, quando se montam as caixas, todos os 7 da Petite precisam ajudar.

O funcionamento é bastante simples: o usuário assina o serviço (são 3 planos diferentes, que começam por R$ 69,90) e recebe uma vez por mês uma caixa com alguns produtos para seu bebê, coisas como copos e brinquedos – são 4 a 7 por vez. A ideia é apresentar diversos tipos de produtos para que as mães os conheçam e descubram quais se adaptam melhor ao seu bebê.

O plano de negócios permite uma margem mais elevada, já que a Petite recebe os produtos de parceiros, interessados em usar a empresa como uma forma de aquisição de novos clientes. A empresa subsidia o frete para as assinantes, mas de maneira geral já consegue empatar perdas e ganhos com cerca de 3.000 clientes, o que a faz a maior empresa do gênero do Brasil (há competidores como a MamãeBox). Já foram mais de 20.000 caixas entregues nos últimos anos.

A alta retenção das clientes é positiva (são poucos cancelamentos, e Ivy ressalta que geralmente o são por conta de questões de emprego) e incentivada através de uma agressiva campanha nas redes sociais, com estratégias que envolvem enviar amostras para blogueiras de alto impacto – o que tem sido altamente impactante. Esse é o X da empresa, tanto que eles se consideram um “social commerce”, com grande foco no Facebook e na socialização com as clientes.

É uma estratégia barata: o preço de uma caixa e do envio, muito mais barato do que adquirir espaço publicitário nestes blogs. Por conta disso, o custo de aquisição de clientes é baixo, o que resguarda a Petite de um dos maiores males que estão afetando startups atualmente.

Além disso, a Petite apresenta uma receita diversificada: além do main business, a empresa também pode incluir propagandas em suas caixas (o que ajuda a diluir custos), além de um e-commerce com produtos próprios e de terceiros. É uma empresa brasileira interessante, capitalizada e que pode crescer nos próximos meses. Fique de olho.