O que aconteceu com as pontocom que pareciam com as startups dos últimos anos

Essas startups do final dos anos 90 eram muito parecidas com as empresas mais aclamadas hoje; Veja onde elas foram parar

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Por Paula Zogbi

19 de outubro de 2015 às 12:26 - Atualizado há 4 anos

Lembra da bolha do pontocom no final dos anos 1990?

Ela produziu diversas startups que lucraram, muitas vezes através de IPOs, milhões de dólares; mas logo depois, em um ano ou dois, fracassaram e desapareceram. Só uma minoria, como o Amazon, está aí firme e fortes. 

O Business Insider elencou algumas semelhanças entre essas empresas e algumas das novas companhias de tecnologia que mais fazem sucesso atualmente. Será que é mera coincidência? Será que as empresas dos anos 90 estavam muito à frente de seu tempo? Só o futuro dirá.

Muito antes de Zuckerberg, dois estudantes começaram o TheGlobe.com

Os estudantes Stephan Paternot e Todd Krizelman fundaram o TheGlobe em 1994, muito antes de Zuckerberg começar a colocar o Facebook em prática. Quando abriu capital em 1998, a empresa teve o melhor primeiro dia da história para a época e os criadores ficaram milionários com 23 anos de idade. Mas as ações desabaram com o estouro da bolha, e a companhia acabou em 2008. Com captação de mercado de US$269,8 bilhões e uma base de usuários ativos mensal de 1,49 bilhões, o Facebook é um dos maiores sucessos da história da era moderna da web.

O site de compras em grupo que precedeu o Groupon

Criado pelo co-fundador da Microsoft Paul Allen, o site Mercata permitia que os usuários comprassem itens em grandes quantias para economizar. Ele fechou em 2001, e no fim das contas, os preços não eram melhores do que outros sites. A dificuldade era captar grandes descontos. Desde a morte do Mercata, surgiram inúmeros sites, como o Groupon, o Peixe Urbano e o LivingSocial. O Groupon abriu capital em 2011, levantando US$700 milhões em uma captação de mercado de US$12,5 bilhões.

Antes do Spotify, você podia baixar músicas pelo Napster

O Napster era um serviço de compartilhamento de arquivos MP3 entre usuários. Por questões de direitos autorais, o site acabou tendo problemas na justiça e deixando de existir, após ser comprado pela Roxio em 2001. O Spotify aprendeu com os erros do antecessor e agora fecha acordos com gravadoras e artistas para que todas as músicas sejam distribuídas dentro da lei.

MyLackeu.com – o site que chama outras pessoas para realizar suas tarefas (como o TaskRabbit)

Se você tem uma pendência, como limpar o apartamento ou ir ao supermercado, mas não o tempo hábil para realiza-la, o TaskRabbit permite que você contrate outra pessoa para ajudar. Em 1999, fundado por companhias de investimento como a WaldenVC, o MyLackey prometia a mesma coisa: pessoas dispostas a realizar suas tarefas do dia-a-dia por dinheiro. Na verdade, o site tinha acordos com negócios locais para isso, mas terminou as operações seis meses depois do lançamento, em outubro de 2000.

Já existiam empresas de entrega instantânea, antes de Amazon Fresh e Instacart

As empresas Webvan e Kozmo foram startups de delivery da era pontocom. A primeira prometia entregas em até 30 minutos; enquanto a Kozmo entregava produtos da Starbucks, revistas, CDs, entre outros. 

A Webvan foi criada em 1999, recebeu um total de US$400 milhões em investimentos pelo Scotianbank, Sequoia Capital e Goldman Sachs, e faliu dois anos depois. A Kozmo durou um pouco mais, entre 1998 e 2001, com investimentos de US$280 milhões do Softbank, Flatiron Partners, Amazon e Starbucks – a companhia iniciou um processo para IPO, mas nunca chegou a abrir capital de fato.

Em 2015, a Instacart é uma resposta à Webvan: trata-se de um serviço de supermercado sob demanda. A Instacart levantou US$275 milhões e hoje é avaliada em US$2 bilhões. A Amazon e o Google possuem seus próprios serviços de entregas: o Google Express e a Amazon Prime Pantry.

A moeda digital Flooz existia antes do BitCoin

Lançada em fevereiro de 1999, uma startup chamada Flooz realizou uma tentativa mal sucedida de criar uma moeda para varejistas online. A empresa fornecia créditos a negócios eletrônicos, com os quais os clientes poderiam realizar suas compras.

A dificuldade da Flooz foi em atrair tanto as varejistas quanto os clientes ao mesmo tempo, e a falência aconteceu em agosto de 2011.

Quase 15 anos depois, o bitcoin está se tornando algo grande. A startup 21 acaba de anunciar um produto em forma de chip virtual que permite que você “tire” bitcoins do seu smartphone. Ela levantou US$121 milhões. A Coinbase fechou uma rodada de financiamento de US$75 milhões no início deste ano, que foi a maior para a indústria até aquele momento.

Pré YouTube, o Broadcast.com enriqueceu seu criador

A startup de streaming de áudio e vídeo criada por Mark Cuban Broadcast.com foi vendida para o Yahoo em 1999 por US$5,7 bilhões – logo antes da bolha estourar. Atualmente, o streaming é dominado por empresas como Netflix, Hulu e YouTube, mas há diversas startups menores no negócio.

A varejista de moda Boo.com queimou US$135 milhões em financiamento dentro de um ano e meio

Lançada em 1999, a varejista online de moda Boo.com gastou os US$135 milhões que levantou com fundos de capital de risco. Quando faliu, os últimos produtos foram vendidos por menos de US$2 milhões.

Empresas atuais de moda como a Fab também passaram por turbulências. Ela acabou com US$200 milhões dos US$336 milhões que arrecadou. Desde então, as peças restantes foram vendidas para a PCH Innovations.

O Pets.com acabou, mas os sites voltados a amantes de animais estão de volta

A loja de produtos para animais domésticos Pets.com foi um dos fracassos mais notótios da era pontocom. A companhia, criada em 1998, abriu capital em fevereiro de 2000. O preço de IPO era de US$11 por ação e chegou a US$0,19 quando a empresa anunciou a liquidação em novembro de 2000.

Hoje, a startup Barkbox tem um sistema de assinatura paga em troca de brinquedos e agrados mensais para os animais de estimação. Ela levantou US$21 milhões em financiamento de capital de risco. Também há sites como o DogVacay, que ajuda donos de animais a encontrarem cuidadores.