"O melhor investimento da minha vida foi de R$100", conta CEO do Passei Direto

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Por Paula Zogbi

24 de junho de 2016 às 14:21 - Atualizado há 4 anos

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SÃO PAULO – Rodrigo Salvador, CEO da Passei Direto, teve a ideia da rede social para estudantes quando não havia nem entrado na faculdade ainda, aos 17 anos. Simultaneamente, André Simões, que viria a ser seu sócio, pensou na mesma coisa. Tinha tudo para ser um trabalho em conjunto, exceto por um problema: eles não se conheciam.

Enquanto André programava a rede, entre 2008 e 2012, Rodrigo, com formação em publicidade e em administração, tinha planos muito concretos para o projeto, mas não o conhecimento necessário para colocá-lo em funcionamento. “Ele ficou quatro anos ralando, eu fiquei cinco anos ralando, paguei duas empresas para fazer, perdi dinheiro, enfim, chegou a virar piada o site entre os meus amigos”, conta Salvador em entrevista ao StartSe.

A sorte dos dois mudou por intermédio de um conhecido em comum. Quando estava na última fase do processo seletivo do programa de aceleração da 21212, o empreendedor já entrara em desespero.

“Eu tinha só um amigo que era programador, mas ele estava começando a faculdade, era bem novinho, o Marcelo. Eu ficava enchendo o saco dele, e o Marcelo só me enrolava. No último dia de inscrição eu disse ‘Marcelo, preciso de um sócio, te pago cem reais”. A partir da promessa, Rodrigo conta que recebeu um e-mail intitulado “rede acadêmica” em menos de três horas – era, claro, André.

“Moral da história, o Marcelo indicou meu sócio, eu paguei os cem reais e foi o melhor investimento da minha vida”, arremata, rindo. “Meu sócio já tinha a mesma ideia e tinha o produto pronto. Aí ficou fácil”.

Quatro anos depois, a empresa já tem 40 funcionários e 6,2 milhões de usuários. “É uma galera. Isso tudo com crescimento viral, organicamente”, comemora o CEO de uma empresa que já arrematou mais de R$ 23 milhões em investimentos e pensa em expansão.

Atuação

Nascida puramente como plataforma de compartilhamento de conteúdo útil para universitários, a rede já tem produção de conteúdo próprio, também voltado a estudantes, e parcerias com empresas para divulgar vagas de emprego e dicas de carreira.

Como meta, eles pensam em expandir para fora do país e, posteriormente, abranger também públicos de idade mais tenra e mais adulta: desde o ensino médio até a pós-graduação. “Em 2015 a gente teve 50 milhões de visitas únicas no site, sendo que 5 milhões foram de outros países – sem nenhum marketing, nenhum call to action, só em português. O potencial de você colocar um site desse em outras línguas, principalmente em inglês, é muito alto”.