O campo vai se transformar por conta de tecnologias (principalmente duas)

Da Redação

Por Da Redação

18 de setembro de 2017 às 01:11 - Atualizado há 3 anos

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Nenhuma atividade econômica é mais nobre e relevante do que a agricultura, que nos ajuda a alimentar um número recorde de humanos cada dia. E um país tem um papel central nisto, mundialmente falando: o Brasil. Por conta de nossa vocação, poucos setores da economia nacional possuem tanta atratividade para novos negócios e dinheiro quanto o campo brasileiro.

E ele vai se transformar profundamente nas próximas décadas, graças aos desenvolvimentos de tecnologia promovidos por grandes empresas e startups – que trazem melhoria constante para ele. “O agronegócio vem buscando novas ferramentas digitais, como internet das coisas e inteligência artificial, para superar alguns desafios”, destaca Almir Araújo Silva, gerente de Marketing Digital da América Latina da BASF.

De acordo com ele, essas novas tecnologias deverão ser o fator fundamental para que a vida no campo seja ainda melhor do que é atualmente para os produtores e trabalhadores. “Essas tecnologias vão trazer para o agricultor uma previsibilidade melhor, ajudar a ter uma melhor gestão de fazenda, controle de pragas. Isso vai trazer uma melhor qualidade de vida para o produtor, uma maior rentabilidade, uma maior produtividade”, afirma.

Com a tecnologia, podemos enfim caminhar para erradicar problemas que afligem a humanidade desde que ela existe, como a fome endêmica por falta de alimentos. “A tecnologia está aumentando a quantidade de grãos em uma mesma área, o que é fundamental para alimentar toda a população”, completa.

E essa evolução será extremamente benéfica para sua vida, que se não está envolvido com atividades no campo, é beneficiado pelo crescimento e vigor econômico que ele traz para o país. “O agronegócio é um dos maiores negócios do nosso pais, com grandes oportunidades. O Brasil cumpre esse papel de um dos maiores produtores”, salienta o gerente – que estará presente conosco no Agrotech Conference, a maior feira do segmento no Brasil, promovida pelo StartSe nesta semana.

Só o crescimento agressivo dos últimos anos do agronegócio impediu que o PIB nacional despencasse nos últimos anos. E como toda área de força econômica, o campo brasileiro tem atraído empreendedores e grandes empresas, como é o caso da Basf. “Sou responsável pela área de digital farming dentro da Basf, e sei que a empresa não vai resolver o problema sozinha, então temos uma estratégia muito forte de co-criação com empreendedores”, afirma Almir.

O campo está mudando de maneira definitiva, mas com calma

Mais importante do que prever as mudanças que virão, é saber o que pode beneficiar o produtor agora – que muitas vezes, só quer melhorar a gestão de seu negócio, automatizar alguns poucos processos.  “Muitas vezes pensamos em agrotech com coisas muito futuristas, mas na verdade, muitas vezes uma ferramenta de gestão já basta”, conta.

O que se desenvolve hoje é muita tecnologia para melhorias pontuais, mas também alta tecnologia e compartilhamento de ativos do campo, como tratores e caminhões. “Mas temos muitas startups de agricultura de precisão, robótica e drone e, claro, muita startup de economia compartilhada”, diz.

Perguntado, Almir responde o nome de duas tecnologias que ele acredita serão fundamentais para a transformação do campo brasileiro. “Duas tecnologias: IoT e inteligência artificial. São dois setores fundamentais para melhorar as tomadas de decisão dos produtores”, conta.

Ele explica o que essas tecnologias podem fazer: “imagine você em uma fazenda gigantesca, e uma startup pode te avisar ‘olha, hora de fazer sua colheita, pois teremos um evento climático em dois dias que pode prejudicar sua colheita’”, contando um evento hipotético em que uma inteligência articial e sensores podem salvar a produção de ser prejudicada. Isso é aumento de rentabilidade e produtividade direto.

E um ponto é importante ressaltar: essas ferramentas deverão somar ao conhecimento de quem já está produzindo no campo. “Tem um detalhe importante: nada substitui o conhecimento do agrônomo, do produtor. O digital vem para dar suporte”, explica.

Ele pede por simplicidade em cada ferramenta destas, para que elas possam economizar tempo de cada um dos trabalhadores desta indústria. “No futuro teremos ferramentas integradas, gerando dados e insights para que eles tomem cada vez mais decisões melhores. Não adianta criar um dashboard da Nasa, com um monte dado e ele nem tem tempo para tomar as decisões”, ressalta.

E lembra que o desenvolvimento econômico e de novas tecnologias deverão criar novas vagas para o campo do Brasil. “Novos empregos vão ser criados, como cientistas de dados para o agronegócio”, salienta. Esse avanço tecnológico não é algo que se prende só às fazendas, não. “E a tendência não é só no agronegócio a indústria também está passando por algo parecido”, diz.

A tecnologia não vai parar por aí, continuando a transformar o campo até o momento em que as máquinas farão todo o trabalho, algo que deverá ocorrer ainda muitas décadas para frente. “Um dia, bem mais para frente, teremos um agronegócio autônomo. Mas é uma questão ainda bem para o futuro”, diz.

Uma estratégia que beneficia a todos

Através do programa Agrostart, a Basf disponibiliza recursos que pode usar para que as startups cresçam cada vez mais. “Queremos, de fato, ajudar o empreendedor a criar um produto que resolva uma dor e ganhar escala e como atingir toda a América Latina, por exemplo”, destaca Almir.

Por ser uma empresa gigante, a Basf aplica seu programa em toda a América Latina, alcançando os melhores empreendedores do segmento. “Recebemos startups do México até a Argentina para co-criar conosco. O empreendedor entra no site do Agrostart, descreve o produto dele, o time, a dor e a partir daí avaliamos se ele está pronto para acelerado ou não”, conta o executivo.

E o programa é muito bom para as startups que são selecionadas, é como pegar um atalho para o crescimento direto. “Ele recebe todo o conhecimento de agronegócio para conseguir produzir, com vários mentores da Basf e isso ajuda demais os empreendedores. Isso economiza meses de trabalho, muitas vezes com uma única reunião”, argumenta.

E que atalho: ele resolve um problema muito sério para muitas startups que estão querendo crescer, o funding e a falta de conexões no mercado. “Damos acesso ao mercado e também fazemos um investimento financeiro na empresa”, explica.

Além do mais, o programa é realizado em conjunto com uma das melhores aceleradoras da América Latina – o que ajuda e muito a fazer ele mais atraente. “A Ace, que é a nossa parceira, cuida de toda a metodologia de aceleração durante os 9 meses. E o empreendedor tem acesso ao time de mentores da aceleradora também, termina.

Vá ao Agrotech Conference e veja as tendências do campo brasileiro para os próximos anos!