O atum do seu jantar será produzido em laboratório e longe do mar

Com um pequeno pedaço de carne de atum, a startup Finless Foods pode criar uma quantidade ilimitada de peixe. Fundador está vindo para a segunda edição do Silicon Valley Conference, em setembro

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Por Da Redação

14 de agosto de 2018 às 15:50 - Atualizado há 2 anos

Dar o peixe ou ensinar a pescar? Se depender das startups do Vale do Silício, essa discussão deverá ficar velha nos próximos anos. É o caso da Finless Foods, uma empresa com sede na região mais inovadora do mundo, que está desenvolvendo carne de peixe produzida em laboratório, longe do mar ou dos tanques de criação.

Fundada em 2017 por Mike Selden e Brian Wyrwas, a startup faz parte de um grupo de empresas que estão utilizando a chamada agricultura celular para substituir os métodos tradicionais de produção de alimentos: agricultura, pecuária e, neste caso, pesca. As células animais são cultivadas a partir de células-tronco e incubadas num biorreator, formando um tecido que pode ser “colhido” para formar alimentos familiares como almôndegas, bolinhos e palitos de peixe.

Segundo Selden, a empresa tem como objetivo resolver dois problemas crônicos relacionados à pesca. O primeiro é a escassez de recursos naturais. Um relatório recente da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura alerta que 90% dos estoques pesqueiros do mundo estão totalmente explorados ou produzindo acima da sua capacidade de renovação. Atender à demanda crescente por alimento tende a se tornar insustentável dentro de alguns anos.

O segundo problema está na qualidade de carne de peixe que se obtém a partir dos métodos tradicionais. A presença de poluentes no mar faz com que espécies bastante consumidas, como o atum, concentra uma quantidade excessiva de metais pesados. Já os peixes produzidos em criadouros estão mais sujeitos a ataque de parasitas e à contaminação por pesticidas e outros químicos.

Quem visita a sede da Finless Foods, em Emeryville, cidade localizada na região da baía de San Francisco, já pode experimentar um croquete de peixe feito a partir de células-tronco. O próximo passo é produzir uma carne de atum em laboratório que passará a ser comercializada em restaurantes da região. É um movimento similar ao que já ocorre com a Impossible Foods, que produz em laboratório um hambúrguer de carne conhecido como Impossible Burger, vendido em diversos restaurantes nos Estados Unidos.

Ficou curioso para saber mais sobre a Finless Food e a “comida do futuro” que está sendo produzida no Vale do Silício? Mike Selden, fundador da startup, está vindo para São Paulo em setembro para participar do Silicon Valley Conference, o melhor evento sobre o Vale do Silício já feito no Brasil. Teremos a presença de diversos palestrantes internacionais que falarão sobre os rumos da inteligência artificial, do transporte, da educação e do marketing. Não é futurologia, são os protagonistas de empresas que estão começando uma transformação que veremos no futuro em nossas casas e nas empresas que trabalhamos.

Para participar e alinhar totalmente o seu mindset ou empresa ao Vale do Silício, aproveite nosso valor promocional e inscreva-se na Silicon Valley Conference antes que os ingressos se esgotem.