Nubank: resultados mostram que startup está no caminho para ganhar dinheiro

Da Redação

Por Da Redação

31 de agosto de 2017 às 11:39 - Atualizado há 3 anos

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O Nubank mostrou receitas de R$ 236,8 milhões no 1º semestre de 2017, uma grande alta na quantidade de dinheiro que entra na companhia – que em todo o ano de 2016, só registrou receitas de R$ 77 milhões. Agora, a companhia está mostrando que é uma das startups mais maduras do Brasil: está no caminho para ganhar dinheiro (de verdade).

A empresa ainda registrou um prejuízo de R$ 39 milhões no período, mas este também está no caminho de ser exterminado (ele é proporcionalmente menor do que os R$ 122,3 milhões de prejuízo no ano passado) em breve. Principalmente agora, que o Nubank inseriu uma novidade para gerar receitas, seu programa de fidelidade.

A companhia já tem mais de 1 milhão de usuários que usam o cartão de crédito e espera crescer essa base ainda mais nos próximos meses – aproximadamente 8 milhões de pessoas já entraram na fila de espera para receber um cartão desses. E a empresa ganha dinheiro com essas pessoas, um pequeno percentual de todas as compras realizadas com o cartão destes usuários.

Portanto, o programa de fidelidade veio como uma forma de estimular e “obrigar” o usuário a gastar apenas no cartão. Ou seja, além de gerar receitas próprias, o programa de fidelidade também funciona para impulsionar os ganhos em outras áreas. Isso mostra a maturidade da startup (que, em breve, talvez não seja uma startup mais…), uma das principais do Brasil.

É hora de ganhar dinheiro?

A lógica do mundo das startups é diferente do mundo das empresas estabelecidas. Enquanto uma empresa estabelecida provavelmente só registraria prejuízo se tivesse errado alguma coisa, aqui, um prejuízo é uma coisa boa desde que ele seja resultado da decisão de crescer e não da má administração de uma empresa. A ideia é crescer, crescer, crescer até o momento em que você pode “virar a chavinha” e começar a registrar lucros muito mais fortes do que teria se estivesse preocupado com isso desde o começo.

Outras grandes empresas fizeram isso, como Uber, 99, Tesla e até o Facebook. Uma companhia nasce e inicia seu processo de validação (que ensinamos você a fazer) para determinar o que está correto e incorreto em seu plano de negócios e adaptar-se conforme o pedido do mercado. Se aquele produto é necessário, você aprende neste momento.

Geralmente, começa-se com um MVP (Mínimo Produto Viável), uma versão MUITO básica do seu produto final. Ali, você acaba angariando seus primeiros clientes e mudando bastante seu negócio conforme o tempo vai passando. É uma fase de aprendizado, até o momento em que você decidir que basta e que está pronto para o crescimento de verdade.

Neste momento você tem duas opções: ou tenta fazer a empresa ganhar dinheiro e alimenta o crescimento com isso, ou busca um investimento (que também lhe ensinamos a buscar) e usa este dinheiro para crescer em níveis absurdamente rápidos. Chamamos este momento e este processo de “escala”, que é quando sua startup vai, de fato, escalonar todos os processos para atingir muito mais clientes do que antes.

É o que o Nubank estava fazendo: usando o dinheiro dos outros para alimentar um crescimento expressivo. Com os milhões já arrecadados em caixa e acesso aos principais investidores do mundo, fica até fácil passar por este processo sem ter que se preocupar com perder ou ganhar dinheiro. E veja bem que as despesas cresceram, mas as receitas da companhia cresceram ainda mais.

Esse processo serviu para que a marca Nubank se tornasse muito conhecida do brasileiro – e não mais um cartão de crédito hipster entre os early-adopters do mundo de startup. Dentro da startup, tenho certeza que eles calcularam duas coisas importantes: o cash burn (quanto dinheiro está queimando por mês) e o burn rate (quanto tempo a companhia pode queimar dinheiro até que ele acabe). Ter um caixa fortalecido é importante para que ela consiga fazer isso por um longo período de tempo.

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