Corretora de criptomoedas NovaDAX traz tecnologia chinesa para crescer no Brasil

João Ortega

Por João Ortega

17 de dezembro de 2019 às 07:39 - Atualizado há 5 meses

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

O mercado brasileiro de criptomoedas está em fase de crescimento e organização. No primeiro semestre de 2019, transações envolvendo compra e venda de moedas digitais somaram em torno de R$ 5 bilhões. Em agosto, foi aprovada a regulação do setor, obrigando as corretoras a registrarem todas operações envolvendo criptomoedas. Neste cenário, a corretora chinesa NovaDAX vê o Brasil como um mercado prioritário para crescer e inserir-se no contexto latino-americano.

Assine a newsletter Conexão China e receba conteúdo exclusivo semanal sobre a maior potência inovadora do Oriente!

Em pouco mais de um ano no país (desde outubro de 2018), a NovaDAX conquistou cerca de 100 mil clientes e deve fechar 2019 com R$ 300 milhões em transações. Em entrevista exclusiva à StartSe, Beibei Liu, CEO da corretora no Brasil, vê como diferencial o portfólio de 50 pares e 15 criptomoedas que, segundo ela, é mais amplo que o de qualquer concorrente local.

Para a executiva chinesa, a questão do timing foi essencial para crescer no mercado brasileiro. “A utilização de produtos relacionados às criptomoedas se encontra ainda em estágio inicial, quando comparados aos mercados da China e EUA, por exemplo”, analisa Beibei. “Estabelecer uma presença local e estruturar a operação ainda nessa fase é essencial para alavancar quando o mercado estiver maduro”.

Da China ao Brasil

A NovaDAX é parte da holding chinesa Abakus, que conta com diversas empresas de tecnologia no mercado financeiro. “Nosso grupo é nativo digital e totalmente orientado a dados”, diz a CEO.  “Inteligência Artificial tem um papel importante em todas as linhas de negócio”. Todo o histórico de transações do cliente é analisado pelo algoritmo para identificar e sugerir investimentos futuros que combinem com seu perfil.

Para a executiva, a grande diferença entre o mercado brasileiro e o chinês está no nível de conhecimento sobre criptomoedas. “A população da China está à frente no que diz respeito ao entendimento do ecossistema e funcionamento dos criptoativos, além de ser um dos países que mais investe em blockchain no mundo”, avalia Beibei. Neste sentido, o principal desafio para o crescimento por aqui está em educar e disseminar o conhecimento sobre criptomoedas.

“Nós temos a missão de conectar o melhor dos dois países”, diz a CEO da NovaDAX. Toda equipe de marketing e atendimento ao cliente (customer experience) fica no Brasil, promovendo contato próximo e direto com o usuário. Já o time de tecnologia e produto está na China, diretamente ligado a toda a rede de conhecimento do grupo Abakus (que inclui o unicórnio WeCash, fintech de crédito pessoal).

Para 2020, a missão da NovaDAX é solidificar a operação em solo brasileiro, além de trazer novas comodidades ao cliente – como depósitos e saques aprovados em tempo real na plataforma.  “A expansão para países da América Latina vem como próximo passo, beneficiando essas comunidades com compartilhamento de conhecimento previamente adquirido no Brasil”, revela BeiBei.