Motorista do Uber é condenado a prisão perpétua na Índia; entenda

Essa não é a primeira vez que o Uber se vê nessa situação: no mês passado, a empresa havia contratado cerca de 25 motoristas em Los Angeles e São Francisco, nos Estados Unidos, que haviam registros criminais

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Por Júlia Miozzo

3 de novembro de 2015 às 10:47 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – Um motorista indiano do Uber foi condenado à prisão perpétua nesta terça-feira (3) por ter sequestrado e estuprado uma passageira na capital da Índia, Nova Deli, em dezembro do ano passado. As informações são da Reuters.

Para conseguir o trabalho de motorista do Uber, o motorista Shiv Kumar Yadav utilizou referências falsas que escondiam seu histórico criminal – todas as pessoas que se candidatam para ser motoristas da empresa têm seus registros criminais analisados e passam por um processo de seleção. Devido ao ocorrido, os serviços do Uber haviam sido proibidos na capital e o direito de voltar a operar na cidade foi concedido apenas após intensa verificação dos motoristas e novas medidas de segurança implementadas pela startup.

A vítima trabalhava para uma firma de consultoria internacional e dormiu durante a corrida a caminho de sua casa. O motorista, então, dirigiu para um lugar afastado e a estuprou.

Essa não é a primeira vez que o Uber se vê nessa situação: no mês passado, a empresa havia contratado cerca de 25 motoristas em Los Angeles e São Francisco, nos Estados Unidos, que haviam registros criminais por roubo, abuso sexual e até assassinato. O problema fica ainda maior na Índia, onde as autoridades são criticadas por terem um sistema de leis e policiamento fracos que deixa as mulheres vulneráveis aos crimes sexuais, já que normalmente as vítimas são as culpadas.

Ainda no último mês, o governo indiano criou novas orientações para regulamentação de empresas de táxi online, sugerindo verificações rigorosas de segurança.