1º unicórnio do Brasil abaixa preços e taxas de parceiros para crescer

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

23 de agosto de 2018 às 11:11 - Atualizado há 2 anos

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O compartilhamento de bicicletas (com ou sem estações) e os patinetes elétricos são duas tendências de mobilidade que estão chegando no Brasil, mas já possuem uma grande atuação em países como Estados Unidos e China. Essas tendências estão transformando a mobilidade urbana sem o uso de carros – os mesmos que antes haviam protagonizado a mudança a partir de corridas por aplicativos.

Para Davi Miyake, Head de Estratégia da 99, esse é apenas um avanço na construção das cidades inteligentes. “A 99 incentiva a integração de modais, pois acredita que as novas formas de se locomover contribuem para a mobilidade urbana e para transformar as cidades em espaços mais democráticos”, comenta.

A startup – que se tornou o primeiro unicórnio brasileiro após a aquisição pela DiDi Chuxing -, enxerga os diferentes modais como serviços complementares aos tradicionais. “Valorizamos e promovemos a integração entre os meios de transporte. Uma prova disso é que cerca de 20% de nossas corridas em São Paulo começam ou terminam em terminais de ônibus ou estações”, afirmou.

A própria 99 incentivou esse tipo de integração ao realizar uma parceria com a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo. Juntas, a startup e a concessionária deram descontos dinâmicos de 30% a 50% na categoria 99Pop para o trajeto entre a Cidade Universitária e a Estação Butantã.

Quando um dos maiores problemas das grandes cidades é o trânsito e a quantidade de carros nas ruas, utilizar diferentes modais em trajetos parece ser uma saída cada vez mais possível para os cidadãos. A integração entre modais é realizada mais facilmente com o auxílio da tecnologia – hoje, é possível fugir do trânsito com aplicativos como Waze e Google Maps, planejar rotas e ainda saber exatamente que horas o ônibus chegará no ponto com o Moovit, permitindo que o cidadão chegue no local no horário correto seja a pé ou de bicicleta.

“A tecnologia está ajudando pessoas a se locomoverem e os carros são só uma parte disso (mobilidade). Quanto mais eficiente for o uso do carro, menor vai ser o trânsito. O Brasil é hoje o mercado de internet móvel mais rápido do mundo e vive uma fase de crescimento da indústria de mobilidade”, acredita Miyake. Um indício que a mobilidade está em expansão no Brasil foi que o primeiro unicórnio foi desse setor – e os investimentos não pararam desde então.

A 99 após a DiDi

O ecossistema brasileiro de startups começou o ano com uma boa notícia: uma startup havia se tornado um unicórnio. A 99 atingiu o valor de mercado de US$ 1 bilhão após ser adquirida pela acionista chinesa DiDi Chuxing por US$ 960 milhões.

A DiDi Chuxing já possui um histórico de trabalhar com mobilidade – em 2017, ela investiu US$ 2 bilhões no Grab, aplicativo de mobilidade presente principalmente no Sudeste Asiático. No mesmo ano, a empresa também realizou aportes na Taxify, startup com mesmo modelo de negócios presente em países da Europa e África.

A empresa deve trazer o conhecimento adquirido em outros mercados para a 99. “Por ser uma empresa global, a DiDi valoriza e respeita a diversidade e a cultura local e está trazendo para a 99 sua expertise mundial em transporte por aplicativo, o uso de inteligência artificial além do conhecimento operacional”, comentou Davi Miyake. Já a 99 contribui com seu conhecimento sobre o mercado brasileiro e suas características.

Hoje, além dos investimentos em startups de mobilidade, a DiDi também realiza parcerias e alianças. Esse é o caso da Didi Auto Alliance, que utiliza dados para auxiliar fabricantes de automóveis a projetar veículos que serão alugados por tempo de uso ou distância percorrida, ao invés de comprá-lo como um produto convencional.

“O objetivo é que a Didi Auto Alliance se torne uma provedora de serviços integrados. As pessoas querem usar o carro, mas não possuem. É uma mudança de paradigma, o futuro será isso: o uso da mobilidade como serviço”, explicou o diretor de Estratégia e Planejamento da 99.

Para democratizar ainda mais o acesso ao serviço, a 99 está se tornando cada vez mais competitiva. “Estamos fazendo uma ofensiva nacional de preços que visa tornar nosso aplicativo mais barato para o passageiro e mais rentável para os motoristas. Reduzimos o preço do POP e taxa cobrada do parceiro em todo o Brasil. Entendemos que dessa forma mais pessoas podem ter acesso a transporte rápido, barato e seguro”, finaliza Davi Miyake.

Davi Miyake será um dos palestrantes no Mobility Day, evento da StartSe que reunirá os principais especialistas e inovações do setor. Não perca essa chance e saiba mais aqui – o evento é nessa sexta-feira!