O impacto silencioso do Google na mobilidade urbana

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

30 de agosto de 2018 às 10:26 - Atualizado há 2 anos

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Imagine o processo para pedir um táxi há menos de uma década: era necessário ligar para um motorista ou cooperativa e marcar um horário e local e, em casos de viagens não planejadas, era comum sair às ruas (seja dia ou noite, chuva ou sol) para encontrar um táxi que estivesse disponível.

Agora, com alguns cliques na tela do celular é possível pedir uma corrida – seja de táxi ou um motorista autônomo (o que não era uma alternativa até então). Parece algo simples para nós atualmente, mas um longo caminho foi traçado até chegarmos a esta realidade – e um dos principais personagens dessa mudança é o Google.

O Google age, ao mesmo tempo, como um protagonista e coadjuvante da mobilidade urbana – depende do ponto de vista que avaliamos. Por um lado, a empresa de tecnologia é uma das principais fornecedoras de APIs no mundo – sabe os mapas do Google que existem em sites e aplicativos? Eles são possíveis através das APIs. As APIs são as chamadas “application programmimg interface” ou interface de programação de aplicação.

As APIs são as ferramentas que possibilitam o uso de mapas do Google em aplicativos. Essa iniciativa parece simples, mas é parte importante de muitos modelos de negócios – como do entregador Rappi ou aplicativo de mobilidade 99.

É através da API do Google que a 99 e o Rappi, por exemplo, calculam em quanto tempo o motorista ou o entregador chegam ao destino. Antes, na “velha economia”, o mais próximo disso que tínhamos era a estimativa do próprio taxista ou restaurante puramente baseada em experiências, não em dados em tempo real.

“Grande porcentagem dos aplicativos hoje usam as APIs do Google Maps para funcionarem. Eles utilizam a inteligência do Google para indicarem qual é o carro mais próximo, além de saber o trânsito em tempo real”, comenta David Politanski, LatAm Partner Sales Manager for Google Maps no Google.

As APIs do Google podem (e são criadas) para funcionar em diversos segmentos, não apenas na mobilidade, mas possuem um impacto profundo no setor. As APIs possibilitam que os desenvolvedores de aplicativos apenas integrem uma ferramenta que já funciona em seus negócios, ao invés de desenvolvê-la do zero – o que poderia até inviabilizar o negócio.

Com o auxílio das APIs, os aplicativos de mobilidade podem concentrar suas atenções na usabilidade da aplicação, nos motoristas e usuários. “Nós, como negócio, tentamos auxiliar nos desafios de nossos clientes. Identificamos insights e pedimos feedback do produto e usuários de diversas plataformas como Uber, 99 e Rappi, Lyft nos Estados Unidos e outros clientes”, explicou Politanski.

As APIs para mobilidade não são oferecidas apenas pelo Google, mas a empresa é um dos principais players do setor ao contar com soluções como o Google Maps. “O Google está focando muito em verticais importantes como o ridesharing e delivery, estamos tentando melhorar ainda mais a experiência do usuário”, comentou o Sales Manager da empresa.

“A mudança nessas verticais é incrível. Há três, quatro anos, tínhamos que ter um imã na geladeira ou menus na gaveta para pedir delivery, sem saber em quanto tempo a comida iria chegar. Hoje podemos comprar qualquer tipo de refeição e agendar para chegar na hora que chegamos em casa”, destaca David Politanski. “É incrível como nos acostumamos rápido com esses novos modelos”.

As APIs não são uma novidade – as fornecidas pelo Google existem há mais de 13 anos, por exemplo. Hoje, a maior adoção dessas ferramentas é uma demanda do próprio mercado. “O mercado está vendo que negócios com location base são essenciais para todos de diversas maneiras, seja entregando comida, documentos, qualquer objeto”, comentou o Sales Manager.

David Politanski participou do Mobility Day – evento da StartSe que reuniu as principais novidades na mobilidade urbana nesta sexta-feira (24).