O carro é apenas uma moda passageira – e seu futuro é nos autódromos

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Por Isabella Câmara

24 de agosto de 2018 às 17:39 - Atualizado há 2 anos

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“O cavalo está aqui para ficar. O automóvel é apenas uma novidade, uma moda passageira”, disse George Peck, presidente do Michigan Savings Bank, em 1903. Atualmente, essa comparação parece um pouco absurda, mas de acordo com Fernando Saddi, CEO da Easy Carros, uma startup que está criando o futuro dos serviços automotivos para a era da mobilidade, ela não é tão insensata assim. Os cavalos, utilizados como meio de transporte durante muito tempo, hoje estão nos Jockeys e, segundo ele, “o mesmo pode acontecer com os carros tradicionais”, diz ele no Mobility Day 2018.

Mas a transformação da indústria de mobilidade, que de acordo com o especialista está impulsionada por tecnologias de mapeamento, pela capacidade de processamento de computadores de inteligência artificial e pelo novo mindset dos jovens, só ocorrerá completamente quando “mexer com o bolso das pessoas”. “É muito inocente achar que só porque coisas são legais para cada um de nós como indivíduos, ela conseguirá ser adotada em larga escala. Só conseguiremos mudar a mobilidade, se mudarmos algo que afete as empresas e o governo”.

Segundo Saddi, o futuro de mobilidade está na mão dos engenheiros, e em linhas gerais, é parecido com a aeronáutica – “mais empresas, menos pessoas”, explica ele. Ele afirma também que, além de ser de grande valia para o consumidor final, essas inovações na área de mobilidade chamam bastante atenção do setor privado. Quando falamos do transporte aéreo da Uber, por exemplo, Saddi conta que “as empresa privadas são as mais mais interessadas nesse tipo de transporte”, que seria utilizado principalmente para o carregamento de mercadorias.

Viagens em menos de 1 hora

Fernando Saddi também chama atenção para uma iniciativa disruptiva, proposta por ninguém menos que Elon Musk. O CEO da Tesla e do SpaceX revelou, no ano passado, um projeto que reduzirá o tempo de viagem para destinos dentro do planeta Terra – todas teriam menos de 1 hora. Para tornar a ideia real, ele utilizará a mesma tecnologia de foguetes – nele, os passageiros viajariam pela estratosfera, local onde a velocidade seria maior devido a baixa resistência do ar, e aterrissariam em uma base no mar. De acordo com o especialista, quando implementada em larga escala na sociedade, essa solução reduziria o custo de transporte em 72%.

Mas não é só nos Estados Unidos que essas disrupções acontecem. Apesar do Vale do Silício e dos grandes nomes da indústria de mobilidade serem o chamariz dessa revolução, Fernando Saddi chama atenção para outros polos que também parecem estar causando um burburinho no setor. “Na Suíça, por exemplo, ônibus autônomos e elétricos já circulam pelas ruas desde o início deste ano”, conta. Segundo ele, durante o primeiro ano implementação do projeto, o país economizará cerca de U$ 1,2 bilhão – um valor significativo considerando a pouca atividade da iniciativa.

De acordo com Saddi, táxis aéreos, foguetes, ônibus autônomos e outros modais que serão implantados após a transformação na indústria de mobilidade urbana, impulsionada pelo setor privado, serão os grandes responsáveis por selar o destino dos carros tradicionais, os transformando em puro lazer. “No futuro, os carros podem ficar apenas dentro dos autódromos, assim como hoje os cavalos ficam dentro de Jockeys”, conclui.

*Foto: Eduardo Viana