Muito além do aluguel de carros, a Movida já aposta em outros meios de transporte

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

24 de agosto de 2018 às 15:01 - Atualizado há 2 anos

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Esqueça o modelo tradicional de alugueis de carros. Para Renato Franklin, CEO da Movida, uma das grandes tendências para o mercado é o uso do serviço em situações até então pouco exploradas. Hoje, com cerca de 10 milhões de pessoas por dia passando pelo aplicativo, a companhia busca, no futuro, fazer parte do conceito de multimodalidade – se conectando à outros serviços já usados pelo consumidor, como bicicleta e transportes públicos.

Com 70% dos carros equipados com rastreadores, a empresa já usa a ferramenta para coletar dados, entender o perfil dos clientes e como seria essa conexão. “Conseguimos analisar o comportamento dos consumidores identificando oportunidades futuras”, explicou Franklin durante o Mobility Day 2018.

Além disso, para se transformar ainda mais, a empresa criou, no ano passado sua própria aceleradora, a Movida Labs. Na primeira rodada foram 13 startups selecionadas para parcerias com a empresa. O objetivo é trabalhar com tecnologias como Internet das Coisas, Big Data e Inteligência Artificial.

Carros, patinetes e bicicletas

A Movida também tem investido no aluguel de outros meios de transporte. No Rio de Janeiro, por exemplo, já é possível usar os trikkes – uma espécie de patinete com duas rodas traseiras. Por enquanto o serviço está disponível nas praias de Ipanema e Copacabana. O objetivo é que eles sejam usados também por empresas com espaços grandes. “É uma forma mais prática e até mesmo divertida para os funcionários se locomoverem”, explicou o CEO.

Além disso, a empresa lançou recentemente a plataforma I-Move, frente de negócios que oferece, em parceria com a E-Moving, aluguel de bicicletas elétricas. “Queremos nos juntar a parceiros para entender como podemos trabalhar juntos, e não como concorrentes”, explicou Franklin.

Segundo o executivo, a empresa também procura manter todos os canais de comunicação unidos. “Não adianta o cliente falar com um colaborador e depois trocar de canal e falar com outro, tendo uma experiência desconectada. Trabalhamos com ferramentas omnichannel para facilitar essa jornada, com o objetivo de torná-la cada vez mais automática”.

 

Foto: Eduardo Viana