Ford compra Spin, de patinetes elétricos, por US$ 100 milhões

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Por Isabela Borrelli

8 de novembro de 2018 às 15:51 - Atualizado há 2 anos

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A Ford comprou a startup de patinetes elétricos Spin por US$ 100 milhões, segundo o TechCrunch. A transação marca mais um passo da montadora em uma série de outras aquisições recentes, as da Autonomic e da TransLoc, empresas focadas em mobilidade, há 10 meses como também da startup de caronas via vans Chariot há dois anos.

Por sua vez, a Spin está em 13 cidades e campus universitários e disputa o mercado de patinetes elétricos com a Bird e a Lime, mas aposta em uma expansão mais lenta que as concorrentes. O CEO, Derrick Ko, defende a estratégia e afirmou para a CNN Business que a união com a Ford permitirá que a Spin possa ter mais fôlego ao invés de correr para expandir e conseguir outra rodada de investimento.

Já para a montadora, a compra pode protegê-la de uma nova onda da mobilidade que ameaça seu negócio principal de carros e caminhões. Mas ela está longe de ser a única do ramo prestando atenção nesse movimento. Ainda essa semana, a GM divulgou que vai vender bicicletas elétricas ano que vem. Já a Daimler vai lançar um piloto de patinetes compartilháveis em uma cidade do sudeste europeu ainda esse ano e expandir para a Alemanha ano que vem.

“Montadoras estão vendo que corridas, bicicletas e patinetes compartilhados estão tomando conta das viagens curtas, que vão de zero a oito quilômetros”, afirmou horace Dediu, analista de tecnologia, para a CNN. “É importante para eles ficar a par do jogo.”

E o jogo não é brincadeira: quase metade das viagens em veículos pelos EUA são menores que quatro quilômetros, segundo um relatório do governo norte-americano. A questão é o quão grande seria esse mercado de micromobilidade e para onde exatamente ele está indo.

No Brasil, mais especificamente na cidade de São Paulo, já temos algumas opções de patinetes elétricos compartilháveis, como a Ride e a SCOO. Apesar da moda estar apenas começando, não há dúvidas que ela se espalhará fácil, ameaçando o mercado de mobilidade tradicional cada vez mais.