Veículos autônomos, elétricos e voadores: eles já chegaram ao Brasil

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Por Isabela Borrelli

20 de agosto de 2018 às 14:33 - Atualizado há 2 anos

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Tesla, Uber, Google e Waymo são nomes comuns no mercado de mobilidade internacional, seja por testes, novos produtos ou até acidentes. Mas quando o assunto é o cenário nacional, a situação parece não ser tão promissora, fato que está mudando aos poucos.

“O mercado de mobilidade está passando por diversas mudanças e inovações. Você tem agora comercialização de veículo elétrico, começo de uso de veículo autônomo e pesquisa de carro voador. No Brasil a gente não sente muito, mas estão mexendo mais na parte de veículo elétrico e a gente tem pesquisas e até alguns veículos autônomos que já funcionam. Tem projetos como CaRINA e o Iara que são projetos de faculdade”, conta Filipe Reis, Filipe Reis, Student Experience Lead dos cursos Nanodegree da Escola de AI e Data Science da Udacity.

Os dois projetos aos quais ele se refere, são da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos e da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), respectivamente. Em São Carlos, o projeto em questão é o CaRINA (Carro Inteligente para Navegação Autônoma), primeiro carro da América Latina que anda sozinho:

 

Já o IARA  (Intelligent Autonomous Robotic Automobile) foi desenvolvido pelos pesquisadores do Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Em 2017, o veículo rodou 74 km sem parar, em uma viagem entre o campus de Goiabeiras, em Vitória, e a praia de Meaípe, em Guarapari. Abaixo, você conhece mais sobre o projeto:

E não é só: além dos dois projetos, o Brasil também conta com uma crescente classe de profissionais que estão se especializando no assunto. Quem está à frente dessa tendência é a Udacity, que oferece uma trilha de cursos online para quem tem interesse em estudar e trabalhar com veículos autônomos e carros voadores. E, se você acha que é difícil ou demorado demais, Filipe Reis garante que é possível aprender em pouco mais de um ano.

“Para começar do zero até aprender a fazer um carro autônomo, a pessoa levaria um ano e pouco com os cursos da Udacity, mas tem que saber programação antes. Caso ela não saiba, também ensinamos programação básica, programação avançada até chegar a temas mais específicos como deep learning, modelo de movimentação do carro, etc.”, explica.

Ao longo dos cursos, os alunos devem realizar projetos nos quais testam suas habilidades e podem chegar a por em prática sua programação. Segundo Reis, os maiores desafios dos veículos autônomos são as leituras de faixas da rua, assim como de sinalizações. No caso, não só o carro deve conseguir lê-los, mas também interpretá-los e agir de forma correta depois.

Mas e depois do aluno se formar? Existe realmente um mercado promissor no Brasil?

“Embora a Embraer esteja com projeto de um carro voador, o resto do mercado é mais pesquisa mesmo. Nossos alunos são entusiastas, geralmente trabalham com tecnologia e gostam de aprender e mexer com veículos autônomos, mas já tivemos alunos que receberam propostas de trabalhar no exterior a partir do curso que fizeram”, conta o profissional.

Quanto ao futuro do mercado, Reis é otimista: “(Em cinco anos), espero que a gente já tenha pelo menos regulamentado algumas coisas para veículos autônomos. Já para carros voadores, espero começar a ver protótipos mais avançados, já quase sendo possível usá-los, visto o tanto de investimentos que está tendo no Vale do Silício, como Airbus, Uber, e outros”, completa.

Filipe Reis estará no Mobility Day, evento que tratará das principais inovações e disrupções na mobilidade urbana. Garanta a sua vaga: inscreva-se!