Aplicativos de carona compartilhada pioram o trânsito das cidades?

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Por Isabela Borrelli

25 de agosto de 2018 às 00:53 - Atualizado há 2 anos

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No Mobility Day, evento da StartSe que reuniu os maiores especialistas do setor de mobilidade do Brasil, um dos temas discutidos foi a eficácia dos aplicativos de carona compartilhada. Quem participou da discussão foi Gabryella Corrêa, da Lady Driver, e Pedro Palhares, country manager do Moovit.

No caso, segundo o estudo Unsustainable, da Schaller Consult, o compartilhamento de viagens adicionou 8 bilhões de quilômetros de veículos a nove grandes áreas urbanas ao longo de seis anos e a tendência é que esse número só piore. O estudo observa que as viagens totais em Nova York aumentaram 72% de 2016 para 2017 e 47% em Seattle nesse período.

Frente a esse número, Corrêa defendeu que a realidade brasileira é outra: “Segundo o relatório da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), nos últimos anos o trânsito na cidade de São Paulo melhorou 12,7%”. Não há como provar, mas uma das causas para o número positivo sem dúvida pode ter sido o aumento do uso de caronas coletivas, como o UberPOOL, por exemplo.

As caronas compartilhadas estão tão bem vistas no Brasil que, segundo a CEO, quase foi tornado obrigatório que todos os aplicativos de carona tivessem uma opção de viagem coletiva, como é o UberPOOL, onde a corrida dos passageiros é compartilhada com outros. A vantagem seria para aproveitar melhor o espaço, enchendo veículos que geralmente estão vazios e causando menos congestionamento.

Apesar do número positivo para São Paulo, Pedro Palhares defendeu que a opção ideal é o transporte público, foco do Moovit, que traça rotas, assim como traz informações, via ônibus, metrôs e trens. Mas não só: o palestrante também destacou que o futuro é convergir todos os serviços em um único aplicativo, que ofereceria desde uber até transporte público, etc… Não muito diferente do que o Moovit está fazendo.

Atualmente, além de fornecer informações sobre transporte público, o Moovit também oferece serviços do Uber e do Blablacar. “Nós queremos sim ser líderes no mercado e oferecer em um só lugar todas essas opções, mas estamos indo aos poucos”. Uma das dificuldades, segundo ele, é a desconfiança, ainda muito presente no ecossistema brasileiro.