Após polêmica de Didi na China, 99 testa câmeras de segurança nos carros

A startup está iniciando testes com câmeras de monitoramento em alguns carros em São Paulo a fim de prevenir eventuais incidentes

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A 99 – startup de mobilidade urbana que se tornou um unicórnio após ser adquirida pela chinesa Didi Chuxing -, anunciou, na última terça-feira (18), que testará o uso de câmeras de segurança nos carros. A intenção da startup é de trazer mais segurança aos seus clientes – neste ano, dois passageiros foram assassinados na China, em um serviço de caronas oferecido pela Didi.

Os testes com as câmeras de segurança começam a operar primariamente em São Paulo, com possibilidade de expansão para veículos de outras cidades do país nos próximos meses. A câmera será diretamente conectada à Central de Segurança da 99 e poderá ser acessada em tempo real. Os motoristas que estão participando dos testes assinaram termos de conformidade e os carros que possuírem câmeras estarão sinalizados para que os passageiros saibam que estão sendo filmados.

Com a iniciativa, a 99 montou uma equipe com mais de 50 pessoas dedicada à segurança dos passageiros e motoristas, composta por engenheiros de dados, psicólogos e até ex-militares. O time atuará 24 horas por dia, sete dias por semana, monitorando as imagens e auxiliando os passageiros e/ou motoristas quando necessário.

Além da equipe, o aplicativo de mobilidade urbana contará com a inteligência artificial para identificar situações de risco. “O dispositivo aumentará ainda mais o nível de monitoramento das viagens feitas pelo app, com foco em prevenção”, diz Leonardo Soares, Diretor de Segurança da 99.

No futuro, a startup ainda pretende incluir lentes com visão noturna e “olho de peixe” nas câmeras, buscando um ângulo de captação mais abrangente do veículo inclusive em momentos de pouca luz. De acordo com o anúncio, a 99 está analisando a possibilidade de subsidiar o aparelho aos motoristas.

Foco em segurança

Segundo a 99, seus pilares fundamentais são o transporte rápido, econômico e seguro e, com essa iniciativa, a empresa busca prevenir ou inibir eventuais incidentes. O projeto da unicórnio brasileira ganhou força principalmente após os acontecimentos recentes de sua mantenedora chinesa.

Recentemente, a Didi Chuxing suspendeu por seis semanas seu serviço de caronas chamado “Hitch” após uma passageira ser assassinada – o serviço segue indisponível. A suspensão se estendeu também para todos seus serviços noturnos - nesse caso, com a duração de uma semana.

Depois do ocorrido, a Didi Chuxing também está implantando uma iniciativa semelhante a da 99 na China – a gigante chinesa passará a gravar o áudio das viagens, que ficarão disponíveis até sete dias e serão apagados automaticamente na ausência de reclamações nesse período.

Além disso, a Didi também está incorporando outras medidas de segurança no país, como um botão de pânico no carro ligado diretamente à polícia e o uso de Big Data para reconhecimento facial e antecedentes criminais.

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