Rappi se inspira na China e deseja ser um super aplicativo

A startup lançou um serviço de pagamentos e deseja se tornar um assistente pessoal, solucionando diferentes necessidades de clientes

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Criada em 2015, a Rappi é uma startup colombiana descrita como “delivery de tudo”. Além de entregar refeições, como tantas outras já o fazem no mercado nacional, a startup entrega produtos de estabelecimentos parceiros (como supermercados, farmácias e restaurantes) e conta com personal shoppers que compram qualquer coisa fora da lista que os usuários precisem.

Nesta sexta, a startup recebeu um investimento de mais de US$ 200 milhões de grandes investidores como DST Global, Andreessen Horowitz e Sequoia, alcançando o valuation de US$ 1 bilhão e recebendo o título de unicórnio. Ao mesmo tempo, a startup está completando um ano de operações no Brasil e já atua em mais de 10 cidades do país – mais cidades do que em seu país natal, a Colômbia.

“O sucesso do aplicativo no Brasil é tão grande que pretendemos expandi-lo para mais cinco cidades até o final do ano”, afirma Ricardo Bechara, diretor de Expansão da Rappi no Brasil.

No país, a Rappi possui as verticais de supermercado, bebidas, express, farmácias, serviços, pets e qualquer coisa – o maior diferencial da Rappi, segundo Bruno Nardon, CEO da startup no Brasil. Nesta terça-feira (4), a startup lançou o RappiPay – a própria carteira digital de pagamentos online e offline.

Durante este ano de operações, a startup já recebeu pedidos inusitados de usuários da plataforma – desde ajuda para descarregar seis vasos de planta de um caminhão, entrar na fila de espera para um show, fazer uma reserva no restaurante Arturito e verificar o tempo de espera e até buscar uma chave e destrancar um cliente que havia se trancado dentro do próprio apartamento.

Apesar de parecer incomum, esse tipo de demanda dos usuários são exatamente os problemas que a Rappi também deseja ajudar. “Queremos que a Rappi seja o assistente pessoal do brasileiro, que a pessoa abra o aplicativo para resolver problemas do dia-a-dia”, afirma Tiago Barra, head de growth marketing da Rappi no Brasil.

Por ser um “delivery de tudo” – inclusive de serviços -, a Rappi deseja estar em qualquer momento da vida dos usuários. A startup já atua no offline ao realizar entregas de pedidos online aos clientes, e agora, com o lançamento do RappiPay, passará a realizar também pagamentos em estabelecimentos físicos parceiros. Saiba mais sobre a novidade aqui!

A necessidade surgiu a partir de uma própria demanda dos usuários, iniciativa que a Rappi seguiu para trazer seus serviços para o país. “Nós desenvolvemos as verticais de acordo com o que nossos clientes falaram com a gente”, explicou Bruno Nardon. O RappiPay foi criado também porque os usuários buscavam uma maneira de dividir a conta, além de possibilitar que os pagamentos sejam feitos de forma mais rápida.

Mas, mais do que oferecer serviços e entregar qualquer coisa que os usuários desejarem, a startup quer ser um super aplicativo. “Nós queremos ser um super aplicativo - dificilmente você encontrará em um aplicativo tudo o que precisa e nós temos essa demanda na Rappi”, comentou Nardon. Agora, com o lançamento do RappiPay, a startup possui serviços de fintech sem cobrar taxas a mais e sem a necessidade de contas bancárias.

Para Tiago Barra, head of growth marketing da Rappi, não faz mais sentido ter muitos aplicativos no celular para restaurantes, farmácia e carteira virtual quando pode ter tudo isto em apenas um lugar. Isso já está acontecendo na China, país líder em pagamentos via celular.

“Todo mundo falava que no Vale do Silício é onde surgem coisas novas e diferentes, mas a China tem muita novidade interessante online to offline, até tecnologia como operacionalização de modelos de negócio”, comentou Bruno Nardon. A Rappi se inspirou em aplicativos como WeChat para criar o RappiPay. Além disso, a startup mantém contato com startups chinesas com modelos de negócios parecidos, como a Meituan.

“Nós trocamos figurinhas com startups que não são concorrentes no mercado. Vemos o que acontece na China, analisamos o que é verdade no mercado brasileiro e tentamos trazer para cá”, afirmou o CEO da Rappi.

A tecnologia como um ativo

A tecnologia é o ativo que permite que os usuários façam os pedidos na Rappi e encontrem personal shoppers para comprar e entregar o que desejam. Hoje, a startup já atua em uma cadeia de suprimentos, não apenas conectando usuários com os restaurantes por meio do delivery.

Para dar vazão a tantas verticais, a startup possui centenas de desenvolvedores nos países em que está hoje. “Usamos tecnologia própria e temos times específicos para cada vertical, como empresas dentro de uma empresa”, explicou Nardon.

Atualmente, o time central de desenvolvedores da Colômbia cuida de 95% do desenvolvimento do produto, enquanto 5% é responsabilidade do time local de cada país. “Nós tropicalizamos o produto – às vezes, tem algo a mais no local que não se aplica a todos os outros países e precisamos do time ajudando a desenvolver e ficar mais redondo”, afirmou o CEO da startup no Brasil.

Com inspiração na China e um grande time de desenvolvedores, a Rappi está caminhando para deixar de ser um aplicativo de delivery, mas um aplicativo de soluções. “Vários serviços serão adicionados no aplicativo esse ano, teremos muitas evoluções”, finaliza Barra.

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