“Mercado lawtech brasileiro será referência mundial”, diz COO da Mediação Online

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Por Lucas Bicudo

9 de outubro de 2017 às 14:50 - Atualizado há 3 anos

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A mediação de conflitos é um método alternativo de solução de disputas, no qual uma terceira pessoa conduz a negociação entre as partes em conflito, mas sem poder de decisão. A utilização do método vem crescendo no Brasil como alternativa a processos na Justiça, especialmente a partir da aprovação da Lei 13.140, de 2015 e da mudança do novo Código de Processo Civil.

O texto estabeleceu que qualquer caso negociável pode ser mediado — com exceções como casos que tratam de filiação, adoção, poder familiar, invalidade de matrimônio, recuperação judicial ou falência — e deve optar pelo método alternativo antes de se tornar um processo judicial. O objetivo é reduzir a burocracia e sobrecarga do sistema Judiciário, que acumula atualmente mais de 115 milhões de casos. A lawtech Mediação Online faz um trabalho muito eficiente diante desse cenário.

“Temos levado para as empresas uma proposta de 100% online e 100% humana. Quando apresentamos nossa proposta de trabalho e nossa plataforma, a identificação com o que as empresas buscam para fortalecer suas relações com seus clientes e seu impacto social é instantânea. Ao oferecer um método alternativo de resolução de conflitos, que permite que as partes em conflito dialoguem em pé de igualdade e com o auxílio de um mediador profissional — isento, imparcial e altamente qualificado —, as empresas alinhadas com as melhores práticas de mercado e foco nas pessoas reforçam esse seu posicionamento, fortalecem suas relações com seus clientes”, começa a co-founder e COO Camilla Lopes.

Para iniciar um caso com a startup, uma parte convida a outra conflitante para uma sessão na plataforma. Depois que ambas concordam em participar, elas optam por um mediador recomendado e marcam uma sessão na data e horário desejados. As construções dos acordos em todos os casos são sempre facilitadas por mediadores profissionais e com formação específica no método da Mediação Online. Além dos contratos corporativos, a lawtech também é acessível para qualquer pessoa que deseje resolver conflitos sem entrar na Justiça.

Incrível, não? Se você quiser saber mais sobre o case da Mediação Online, não perca o LawTech Conference, maior conferência de tecnologia no setor jurídico da América Latina.

“Em geral, a resolução de conflitos pela mediação pode ser realizada em uma ou duas sessões online, uma redução brutal quando comparada a grande parte dos processos judiciais convencionais, que podem durar anos até seu desfecho. Por ser online, altamente escalável e flexível — não exige que as pessoas em conflito se reúnam fisicamente, o que requer uma logística complicada — os custos também são muito menores. Até o ano passado, a mediação como possibilidade de resolução de conflitos não era uma realidade. Este ano trabalhamos com dois grandes bancos, fizemos pilotos que tiveram um grande êxito. A mudança de pensamento e abordagem no tratamento de conflitos está acontecendo nas grandes empresas e no Estado brasileiro”, continua.

Questionamos Camilla sobre o cenário de lawtechs no Brasil. “Acreditamos que um foco importante para nosso tempo é em construir modelos de negócio sustentáveis, de forma a viabilizar a democratização do acesso à Justiça no país, reduzir a burocracia, promover a transparência e pacificar a sociedade. Acreditamos que é a vez das lawtechs! Temos capacidade para sermos o país número um em referência tecnológica aliada à criatividade e trabalho. Vimos isso acontecer com as fintechs e acreditamos que em menos de um ano devemos ter um cenário de referência mundial”, diz.

O gancho serviu para levantar a bola: o que podemos fazer para fomentar ainda mais esse ecossistema no Brasil? “A comunidade está cada dia se fortalecendo, agora precisa dialogar com os agentes externos, trabalhar para influenciar políticas públicas e ações que estimulem ainda mais o surgimento de inovação voltada ao Direito e ao acesso à Justiça”, declara.

A Mediação Online já foi selecionada para o programa de aceleração do 500 Startups, um fundo de VC lá do Vale do Silício; e para a Wayra, primeiro veículo de investimento do programa de inovação aberta e empreendedorismo Telefônica Open Future.

“A Mediação Online tem todos os componentes que buscamos em um investimento: equipe, produto, mercado e momento único de crescimento escalado”, diz Bedy Yang​, managing partner responsável por Brasil e América Latina na 500 Startups. “A oportunidade é absolutamente única, com as mudanças regulatórias sobre mediação online e a entrada em vigor do novo código civil, que passa a exigir mediação dos conflitos, e um universo de mais de 115 milhões processos tramitados no Brasil”.

Reforçamos o convite: faça parte do LawTech Conference e saiba direto da vanguarda do movimento o que está acontecendo de mais quente no mercado jurídico.

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