Mercado de fintechs precisa ser conectado, diz VP da Let’s Talk Payments

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Por Mariana Rodrigues

4 de Maio de 2017 às 13:01 - Atualizado há 3 anos

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O mercado para fintechs está em ebulição no Brasil e no mundo, com inovações para vários serviços financeiros sendo desenvolvidas ao mesmo tempo. O que falta nesse cenário são conexões. 

Esse é um dos pontos destacados por Patrick Rivenbark, VP de Parcerias Estratégicas na Let’s Talk Payments,  com o objetivo de unir o conhecimento sobre o cenário global de fintechs.

Patrick Rivenbark

A Let’s Talk Payments tem uma rede de influenciadores em vários países, como Estados Unidos, China e Índia, e agora cobre também o cenário brasileiro de fintechs, em parceria com o StartSe. Abaixo, Patrick explica o cenário global de fintechs e as diferenças entre os países ricos e os emergentes. 

Como você descreve o momento atual do mercado global de fintechs?

Patrick Rivenbark: eu descreveria o mercado global de fintech como frenético. Há muita atividade, comprometimento e oportunidade. No entanto, tudo ainda é muito desconectado – e é por isso que criamos o MEDICI – base de dados de fintechs, materiais de pesquisa, além de perfis de investidores e de programas de inovação.

Todo mundo ainda está começando a descobrir os modelos de negócios certos, oportunidades de parceria e onde a transformação real pode acontecer. Ainda há um longo caminho a percorrer e o tempo dirá quem está adicionando valor real aos clientes e ao ecossistema.

Quais são os segmentos de fintech que você vê como os mais promissores no mercado global e por quê?

PR: pessoalmente, estou entusiasmado com as fintechs que se concentrar no back e middle office de instituições financeiras. Os serviços bancários, sejam para o consumidor ou empresas, são uma função realmente importante dentro da sociedade. Alguns exemplos estão em ajudar a reduzir os custos de protocolos para conhecer seus clientes (CSC) prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD) via identidade, reduzindo o custo de fraude e reduzindo o trabalho operacional.

Qualquer coisa que possa ajudar a reduzir a sobrecarga de fornecer aos clientes os serviços financeiros de que necessitam é fundamental para que os funcionários do setor financeiro possam se concentrar no cliente e não no processo.

Quais são as diferenças entre os ecossistemas de fintech nos países emergentes e nos desenvolvidos?

PR: A maior diferença que eu observo está na infraestrutura. Com isso quero dizer que países desenvolvidos fizeram muitas inovações em fintech por décadas. No entanto, muito dessa inovação foi pré-internet, pré-smartphone e pré-machine learning. Já os mercados de países emergentes podem começar com a internet, o smartphone e computação em nuvem como base. Esse conjunto de ferramentas altera as suposições sobre como você pode servir aos clientes em suas vidas da melhor maneira.

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na StartSe Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Sobre a Let’s Talk Payments (LTP)

A LTP é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ela é COO da SGC Conteúdo.

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