Startup MedRoom adapta realidade virtual para ensino prático de medicina à distância

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

12 de Maio de 2020 às 17:15 - Atualizado há 7 meses

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Com a quarentena devido ao novo coronavírus, universidades e escolas se viram obrigadas a adaptar modelos de ensino repentinamente. Novos desafios foram criados para instituições e alunos: como se adaptar ao ensino à distância (EaD) e lecionar as aulas práticas de forma remota?

Foi para auxiliar neste problema e garantir a sobrevivência da própria empresa que a MedRoom criou um novo produto. A startup de realidade virtual para o ensino interativo de anatomia agora facilita o ensino à distância em cursos da área da saúde. Em seu modelo original, alunos podiam experimentar os óculos de realidade virtual, analisar órgãos e realizar cirurgias remotamente nos laboratórios das faculdades; no EaD, os professores utilizam os aparelhos e a imersão pode ser visualizada ao vivo em vídeo pelo alunos.

A startup havia acabado de fechar um novo contrato quando a quarentena foi instaurada em diversos estados do Brasil. “Tivemos um congelamento de faturamento muito grande. Depois que passou o momento de pânico, discutimos internamente. Percebemos que ninguém estava preparado para o que viria: nós, os alunos ou as faculdades”, disse Vinicius Gusmão, CEO da MedRoom, em entrevista à StartSe.

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O primeiro teste foi realizado em uma aula de biomedicina à distância. O professor utilizou o óculos de VR e o conteúdo foi exibido para 30 alunos. O feedback foi positivo. “O ensino à distância que na saúde era um tabu, hoje virou a única opção”, comentou o empreendedor.

A MedRoom viabiliza o ensino de anatomia, morfologia, fisiologia, patologias e até mesmo de práticas cirúrgicas. Os vídeos possuem 3D interativos de cada órgão e seus nomes e permitem o “zoom” para visualização de cada particularidade de acordo com o comando do usuário. Os óculos acompanham “pinças” que permitem a realização de dissecação e das cirurgias, agora demonstradas remotamente pelos professores.

Confira um exemplo:

Um novo caminho em meio à crise

Gusmão explica que, antes da crise do COVID-19, a MedRoom experimentava uma curva de crescimento ascendente. No entanto, por ter o modelo de negócios diretamente associado às aulas presenciais nas universidades, a startup teve de se reinventar para continuar operando. “Contratos foram congelados, representando 95% da nossa receita. Foi um choque muito forte e pensamos em opções para não demitir, passar pela crise e não perder o timing”, contou.

Com a revisão do fluxo de caixa e o novo produto, a MedRoom está protagonizando sua retomada em meio à crise. Planos foram reformulados e a companhia agora espera oferecer treinamentos à distância para UTIs, indústrias, dentre outros.

O futuro do ensino à distância

O empreendedor citou que, com a experimentação do EaD e a necessidade iminente, as universidades estão mais abertas a conhecer o VR para as aulas práticas. Gusmão acredita que, no futuro, a régua entre aulas presenciais e remotas estará mais equilibrada.

“O presencial é necessário. Não podemos ignorar o contato social presente na educação, o convívio e comunicação entre as pessoas. No entanto, após a quarentena, as instituições de ensino entrarão em um novo normal: irão entender o que funciona ou não remotamente e escolher o que será mantido”, explicou o CEO da MedRoom.

Na área da saúde, não apenas o ensino à distância está sendo explorado, mas também o atendimento. A telemedicina foi regulamentada no dia 23 de março no Brasil, como uma medida de emergência tomada pelo Ministério da Saúde no combate ao coronavírus. Mais do que nunca, a medicina explora as novas possibilidades para o setor possíveis através da conexão viabilizada pela tecnologia.

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