Manter-se saudável é uma prioridade e a Best Berry entende e traz para você

Best Berry atrai investidores estratégicos em rodada anjo e cresce 500%

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Por Lucas Bicudo

29 de fevereiro de 2016 às 20:45 - Atualizado há 4 anos

Há de se observar uma significativa crescente nos serviços de box por assinatura ao redor do mundo nos últimos anos. Diversos setores, como o de cosméticos, o de cinema, o de bebidas e alimentos, o de livros infantis e até o de condimentos,  já adotaram o esquema e estão otimistas quanto ao desenvolvimento do modelo de negócios.

Entretanto, embora existam motivos para se comemorar, ainda são poucos os nomes que se destacam na liderança do mercado. Exemplos são a Glambox e o ClubeW, que alcançaram um crescimento fora da curva e viraram referência no serviço de box por assinatura em suas categorias.

Agora, a boa notícia é que foi dada a largada e chega quem tiver mais disposição e audácia. A startup do ramo de alimentação saudável Best Berry teve e hoje configura, de fato, como uma das empresas referência nesse tipo de serviços.

Com sede em São Paulo, a companhia entrega mensalmente um box de snacks 100% naturais e saudáveis, com alimentos integrais, sem lactose, sem glúten e orgânicos. A perspectiva é de que entregue mais de um milhão de snacks, agora em 2016. A inspiração para criar o empreendimento surgiu no final de 2014, quando Inessa Nakao, uma das fundadoras, estava treinando para a maratona da Muralha da China e enfrentou uma grande dificuldade em encontrar algo que a satisfizesse tanto em sabor, quanto nutricionalmente falando.

O lampejo no meio da maratona fez com que Nakao criasse um site que vendia barras de cereais personalizadas. Surgiu então a Mix My Bar, empreendimento que, embora tenha sido um sucesso na boca do povo, se encontrou limitado pela baixa escalabilidade.

A solução para a dificuldade no crescimento acabou vindo do mercado norte-americano, quando Alberto Sasaki, marido de Inessa, conheceu a NatureBox, líder em assinaturas de box de snacks saudáveis nos EUA. Naquela época, a empresa crescia sem parar e previa encerrar 2014 com aproximadamente 250 mil assinantes. Foi a partir desse modelo que Alberto e Inessa resolveram transformar a Mix My Bar na Best Berry.

O grande desafio de todas as marcas é garantir espaço na prateleira do varejista, principalmente conforme os supermercados ficam cada vez menores.

“Em vez de passar meses prospectando redes varejistas para distribuir nossos snacks, podemos acelerar o time to market de novos produtos por meio da venda direta ao consumidor”, afirma Alberto Sasaki. “Como controlamos toda a experiência de compra do assinante, construímos o relacionamento com o cliente, fundamental na construção de nossa marca. No futuro, isso alavancará a venda de itens adicionais e permitirá construir um negócio muito maior, demandando menos capital, pois possuímos canal de distribuição próprio e controlamos a cadeia de suprimentos” finaliza.

De acordo com Alberto, ainda existe muito trabalho pela frente, o que inclui aprimorar o algoritmo de sugestão de sabores e ampliar a coleta e análise de dados, bem como expandir os canais de marketing e relacionamento.

Para atingir um crescimento sustentável, sem abrir mão dos ideais que moldaram a filosofia de negócios daempresa, a Best Berry optou por fazer uma rodada de investimento anjo conhecida como advisory round, que reúne investidores chave capazes de agregar, além de capital, outros tipos de experiências que podem ser tão valiosos quanto.

“É raro ver uma nova empresa de serviços de alimentos crescer tão rapidamente como a Best Berry”, diz Fabio Póvoa – investidor anjo, co-fundador da Movile e professor de empreendedorismo na Unicamp – sobre o motivo pelo qual se interessou pela companhia.

Outros investidores de destaque foram Bruno Yoshimura – co-fundador e CTO do Kekanto e Investidor do mercado de Assinaturas desde 2012; Eduardo Glitz – CEO e Fundador XP Investimentos e Partner StartSe; Otávio Ferreira – Monashees Venture Advisor e EX-Naspers; Theo Lima – Twitter Head of Key Accounts; Gustavo Kataguiri – Gestor dividendos Vinci Partners, e Thiago Harada, analisa internacional do Fundo Verde.

Harada, inclusive, chamou atenção para o fato de ser este o melhor momento de investir na Best Berry: “pelo comportamento histórico de outros mercados, sabemos que o tipping point do mercado de alimentação saudável é agora.”

Gustavo Kataguiri, gestor do maior fundo de dividendos do Brasil pela Vinci Partners, acredita no modelo diferenciado dos e-commerces de assinatura. “Como gestor de dividendos, gosto de empresas que geram caixa e a BestBerry tem um modelo peculiar que permite a lucratividade ao longo do crescimento, bem diferente dos e-commerces tradicionais que só consomem caixa”, explicou.

O objetivo de todo esse investimento é atingir a meta dos fundadores de entregar 10 milhões de snacks em 2017, ajudando os consumidores brasileiros a comer sem culpa e de forma saudável, seja aqui, ou no topo da Muralha da China.