Mais um unicórnio brasileiro? Movile recebe investimento de US$ 124 milhões

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

13 de julho de 2018 às 10:07 - Atualizado há 2 anos

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A Movile, dona de empresas como iFood e Sympla, recebeu um aporte de US$ 124 milhões do fundo brasileiro Innova Capital e do grupo sul-africano de investimentos Naspers. Esse foi o maior investimento já recebido pela empresa. Com o aporte, estima-se que a Movile já possa ter atingido o valor de US$ 1 bilhão e se tornado um unicórnio – ou está a poucos passos disso.

Esse não é o primeiro investimento realizado na startup pela Innova Capital e Naspers – no ano passado, os fundos realizaram o aporte de US$ 53 milhões. A startup já captou US$ 375 milhões durante sua trajetória – US$ 270 milhões apenas nos últimos 12 meses.

O capital será utilizado para investir no iFood, na plataforma de vendas de ingressos Sympla e de transações financeiras Zoop, negócios da startup. No iFood, a empresa deseja aumentar o número de motoboys que prestam serviço ao aplicativo em seis vezes – atualmente, a empresa conta com 5 mil motoboys.

O serviço de delivery já está presente em 398 cidades do país e o presidente-executivo da Movile, Fabricio Bloisi, acredita que o aplicativo crescerá ainda mais – 100% em alguns anos, segundo relatou à Reuters. Em março deste ano, o aplicativo atingiu 8,2 milhões de pedidos.

Além de ampliar a logística do iFood, a Movile deseja realizar maior integração com seu aplicativo de pagamentos Zoop. A startup investiu US$ 18 milhões na fintech em março deste ano e a Zoop deverá ser responsável por 90% das transações no iFood nos próximos meses.

Quanto ao possível status de unicórnio, Bloisi afirmou a Reuters: “Não queremos ser uma empresa de US$ 1 bilhão, queremos ser uma empresa de US$ 10 bilhões, vamos captar mais recursos para podermos investir mais em crescimento”.

A discussão sobre ser um unicórnio – ou seja, atingir o valuation de US$ 1 bilhão – é importante porque até esse ano não tínhamos nenhuma startup com esse valor no país. A 99 foi a primeira a divulgar esse status (após ser adquirida pela gigante chinesa Didi Chuxing) em janeiro, seguida pelo Nubank em março.

O número crescente de unicórnios é um indício de que o mercado de startups está cada vez mais fortalecido no Brasil – e o próprio Fabricio Bloisi acredita que temos potencial para mais. “Nosso mercado poderia ser 10 vezes maior. Tem espaço para o Brasil ter cinco empresas de 10 bilhões de dólares. Estamos pensando como chineses”, disse à Reuters.

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